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quarta-feira, 13 de março de 2019

O interesse por tragédias

Como 2019 mal começou e já será lembrado por tantas tragédias... Essa postagem creio que venha a calhar.

Em geral, as pessoas têm um interesse exagerado quando acontece algo que gera comoção geral. Logo querem saber o que houve, para já entrar, ver detalhes, fotos, sair espalhando detalhes, etc... 

Mas aí eu me pergunto? Para quê??? E logo vêm as justificativas:

"Para saber o que está acontecendo... (E o que vai mudar na sua vida?)"

"Para me manter informado... (Não é melhor você perder tempo querendo saber do seu time, de economia, de política, de comportamento?)"

"Ah, porque eu fico curioso(a)... (Em saber da desgraça alheia?)"

E a imprensa, principalmente a sensacionalista, simplesmente "deita e rola", porque esse tipo de coisa, infelizmente, dá audiência, vende jornais, revistas, e muito!

Outro dia ouvi o programa de um metafísico que disse algo muito interessante: Quando se sabe de uma tragédia, ao entrar na notícia para pegar mais detalhes, as pessoas ficam tristes, dependendo do caso revoltadas... Às vezes ficam tão arrasadas como se tivesse acontecido com elas ou com alguém próximo. Por empatia, por compreensão da dor, por solidariedade, mas... Isso ajuda? NÃO! Para quem acredita que o pensamento se propaga, que as energias se espalham e se atraem, pense: Onde houve a tragédia, já fica uma energia para lá de pesada, extremamente densa. Se chegar mais energia de tristeza, de dor, de revolta... Tudo vai ficar ainda pior para aquelas pessoas. A melhor maneira de ser solidário na dor é VIBRAR POSITIVAMENTE. VIBRAR AMOR, COMPAIXÃO, ORAR SE VOCÊ TIVER ALGUMA CRENÇA... Quando souber do ocorrido, não olhe fotos, não pegue detalhes... Será tão comentado que você vai ficar sabendo.

"Ah, você fala isso porque não é com você..." Olha, gente, nossa vida traz tantas surpresas que é melhor deixar para sentir tristeza quando realmente acontecer com você, ou próximo a você. Ou você acha "um pecado" não se deixar abater por essas coisas? Isso não é falta de solidariedade, é sensatez. Se a pessoa não pode fazer absolutamente nada, para que se deixar abater? 

Ficar postando detalhes de tragédias não ajuda ninguém, apenas a fortalecer a "nuvem de desespero" sobre o assunto. 

Quer postar algo sobre um ocorrido triste? Poste uma maneira de ajudar. De locais para receber donativos. Números de contas bancárias de organizações de auxílio. De locais que recebem voluntários para auxiliar. Uma oração, que seja... E só vá atrás de detalhes se você realmente precisar deles para ajudar.

E, principalmente: Vença a tentação de ficar espalhando fotos, principalmente de pessoas mortas ou acidentadas. Pense no direito de discrição. Pense nas pessoas. Pense nas famílias delas.  Isso é falta de respeito e invasão de intimidade.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

"Queria ter tempo/dinheiro para fazer caridade..."

Quase todo mundo que conheço tem uma vida ”louca”, sem tempo para nada. Mal consegue tempo para dar conta da própria vida. E ouvi várias pessoas dizendo o quanto queriam ter tempo para fazer, por exemplo, um trabalho voluntário. Com animais, crianças, idosos, enfermos etc... Ou mais dinheiro fazer para doações.

Isso aquece o coração? Sem dúvida!

Faz com que você se sinta útil? Faz.

Ajuda na construção de um mundo melhor? Ajuda!

Mas se a gente for parar para pensar, o trabalho voluntário e as doações, se não fossem pelo tempo e recursos que requerem, seriam o tipo de caridade mais fácil de fazer, seria “a maneira concreta” de praticá-la. Lembro que eu conheci ao longo da minha vida vários trabalhadores voluntários, e doadores de grandes somas, inchados de orgulho e vaidade, e se achavam tão “especiais” por isso que se esqueciam de se tornarem pessoas melhores para elas mesmas e para aquelas com quem conviviam diariamente.

Qual é a verdadeira caridade? É aquela mais sutil, que você pratica no seu dia a dia, com as pessoas da sua família, do seu local de trabalho, as que você encontra por acaso em qualquer lugar... Com aquelas pessoas que você realmente convive, inclusive com as mais difíceis. É verdadeira porque você está fazendo de coração, sem intenção, fora do ambiente de trabalho voluntário por exemplo.

Se você não tem tempo e dinheiro para a “caridade visível”, pratique a caridade doando seu tempo ouvindo um amigo que está vivendo um momento difícil. Oferecendo-se para fazer um favor por mais simples que seja. Sendo gentil com o balconista da loja, com o caixa da padaria, com a copeira, com os atendentes. Ligando para seus avós ou tios(as) que se ficam muito tempo sozinhos. Ajudando sua mãe/esposa a fazer os serviços de casa para elas se cansarem menos e terem mais tempo para elas. Não dando força para fofocas e maledicências (e quando não as espalha).  Não alimentando uma discussão.  Não tentando “ganhar uma briga”(ou ajudando a apaziguar uma que pode nem ter a ver com você), só para não piorar o que já está ruim para o ambiente. Ajudando um deficiente visual a atravessar a rua, ou um(a) idoso(a) carregar suas sacolas pesadas. Compreendendo e perdoando aquela pessoa que se descontrolou com você. Fazendo uma prece para alguém que te magoou. Não se vingando daquele que te prejudicou ou fez mal para quem você quer bem. Visitando uma pessoa enferma. E infinitos exemplos mais...

“Ah, mas têm coisas aí que estão fora da realidade humana.”. Concordo, mas se praticarmos uma ou outra ao menos já é de grande valia. É por isso que dá para perceber que a verdadeira caridade é a mais difícil de praticar.

E você também não pode se esquecer de praticar a caridade com você mesmo(a). Se perdoando quando comete um erro. Indo almoçar ao invés de pedir um lanche pra comer na mesa do trabalho. Não trabalhando doze horas ou mais todos os dias. Cuidando da própria saúde. Tirando um tempo para seu descanso e lazer. Pensando no que você pode fazer para ter uma vida melhor. Indo atrás dos seus sonhos... Lembre-se, se você não proporcionar benefícios a você, não vai conseguir fazer o bem a ninguém!
(http://venhaereflita.blogspot.com.br/2014/06/para-quem-prioriza-os-demais-e-esquece.html)


E então? Consegue perceber que a verdadeira caridade não requer tempo nem dinheiro e que, se você quiser e souber observar, vai conseguir praticá-la o tempo todo? :-)


Gostou? Então você também pode gostar de...




quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Você espera ouvir "obrigado(a)"? Acha que essa é a única forma de agradecimento?

Há alguns anos atrás, eu e uma amiga estávamos numa lanchonete especializada em salgados. Era uma noite fria, e quando saímos de lá, ao passarmos por uma calçada, havia uma mulher sentada num degrau. Ela tinha um bebê no colo e uma caixinha com cartelas de chicletes para vender. Ao passarmos por lá, ela perguntou se gostaríamos de comprá-los, eu logo agradeci e respondi que não (até porque nunca tive o hábito de consumir) e ia continuar andando (e tagarelando). Mas minha amiga parou e perguntou a ela: 

"A senhora está com fome? Gostaria que comprássemos algo para você comer?" 

E ela respondeu que sim. 

Minha amiga perguntou: 

"O que a senhora gostaria de comer?" 

Ela respondeu: "Qualquer coisa..." 

Bom, nessa hora eu já havia "aterrissado" na situação e me dado conta que ali existia uma pessoa em condição precária. E perguntei: "A senhora prefere pastel, coxinha, quibe...?"

E novamente ela respondeu: "Qualquer coisa..."

Ficou muito claro o quanto aquela mulher realmente passava por necessidades, e o quanto ela procurava viver de forma digna. Afinal, ela buscava ganhar dinheiro honestamente vendendo os doces, e não pediu absolutamente nada. E ao oferecermos ajuda, ela aceitou e o "qualquer coisa" mostrou o quanto ela realmente precisava de algo para comer...

E lá fomos eu e minha amiga de volta à lanchonete. Pedimos ali uma bandeja, escolhemos alguns salgados, e ainda pedimos uma garrafinha de suco natural para ela.

Ao entregarmos a bandeja... Um gesto do qual jamais me esquecerei: Ela colocou no degrau, e com apenas uma das mãos (porque a outra segurava o bebê) procurava rapidamente abrir o pacote, até com um esboço de sorriso no rosto (lembro-me até dos olhos arregalados, fixos no pacote), e com uma postura extremamente humilde. 

Vendo aquela situação, eu e minha amiga não tivemos dúvidas. Abrimos nossas carteiras e todo o dinheiro que tínhamos entregamos a ela. Não era muito, infelizmente, mas para ela certamente ajudaria. E quando estávamos indo embora, desejando a ela que Deus a abençoasse,  em sua humildade e dignidade, ela nos disse: "Peguem chicletes..."

Respondemos que não, que preferíamos que ela os vendesse para outras pessoas e ganhasse um dinheiro a mais. Despedimos-nos dela, que mal nos olhou novamente, tamanha devia ser sua fome, e logo se voltou a abrir a bandeja.

Ela sequer nos disse um "obrigada". E pergunto a vocês: Precisava dessa palavra dela para sentirmos a gratidão daquela mulher? Para quem está de fora, talvez sim. Mas para nós... As atitudes dela foram muito mais valiosas do que isso. Afinal, quantos pedintes dizem "obrigado" mas no fundo desprezam a atitude de quem "deu uma moeda de pouco valor", ou recusam uma comida que oferecemos porque eles querem dinheiro...

Preste atenção em quem te diz "obrigado". E preste também em quem nada lhe diz... Pode ser que o segundo seja muito mais grato a você do que você imagina!

Quando você "faz o bem sem olhar a quem", a palavra "obrigado" torna-se dispensável e o mais beneficiado é você...

(A gratidão silenciosa daquela mulher eu jamais consegui esquecer...)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Pelos nossos animaizinhos... Nossa "talvez responsabilidade" pela educação deles!

Todos nós sabemos que os sentimentos dos bichinhos são limitados, e que acima de tudo eles agem por instinto.

Existem teorias também que afirmam que os animais têm espíritos como nós, muito mais atrasados, porém que eles também evoluem. Se isso for verdade (Veja bem, "se". Certamente muita gente não acredita nisso e não tenho a menor pretensão de fazer alguém acreditar)... Nós, que os domesticamos, temos uma grande responsabilidade. Por quê?

Muito simples. Um animalzinho bem tratado, que se sente seguro, protegido e amado... À medida que vai se desenvolvendo, devolve ao mundo a referência que recebeu de afeto. Bem como, aqueles que são tratados com violência, descaso... Acabam se tornando animais mais agressivos e amedrontados, e pelo próprio medo acabam atacando até quem não faria mal algum a eles. Isso acontece porque são puros, com sentimentos limitados, e não conseguem ter o discernimento de que há mais ambientes além do mundinho amoroso ou violento onde vivem.

Então vamos supor que a tal da teoria da evolução do animal seja correta. A partir do momento em que um animal é tratado de determinada maneira, é a referência que ele vai ter do mundo, especialmente de nós, humanos. E se realmente ele for evoluindo, uma hora o espírito dele passa a ter liberdade de escolha, bem como, o livre arbítrio. Então será muito mais fácil para ele e para todos os demais seres que vierem a interagir com ele ao longo da vida, se ele for uma referência de amor e carinho que ele irá demonstrar. O livre arbítrio dele será influenciado pelo amor, bem como, o livre arbítrio do animal que foi mal tratado será influenciado pela violência ou desprezo que viveu.

Portanto... Se a Vida nos confia animais aos nossos cuidados, ou se escolhemos tê-los... Podemos ter participação, ainda que ínfima, perante um futuro melhor para o planeta onde vivemos. Já parou para pensar nisso?

E muitas vezes até por uma afeição imensa que temos por nossos eles, cometemos erros. Por exemplo, ficamos "morrendo de pena" quando eles querem comer algum alimento nosso que faz mal a eles e acabamos dando "só um pouquinho". Também por "morrermos de pena" acabamos cedendo em muito mais coisas... O que pode significar para esse suposto espírito que ele sempre pode ter tudo o que ele quer, tornando-se um espírito "mimado".

Acho que a humanidade já evoluiu muito a partir do momento em que começou a mostrar uma preocupação e mais atenção aos animais, hoje em geral eles são muito mais bem tratados e existem várias instituições que lutam pela causa deles... E sou totalmente a favor de dar todo o conforto e amor possível a eles, garantir um abrigo perfeito e alimentação, mas também, querer "humanizá-los" como vejo as pessoas fazendo hoje em dia... Também não é nada saudável para eles. Todos já tivemos e temos que ter limites de superiores, então também temos que saber impor limites a eles. Não impor limites a quem depende de nós pode resultar num ser não só "mimado", mas também vaidoso, desrespeitoso... E que não saiba lidar com frustrações, porque mais cedo ou mais tarde a vida nos traz situações desagradáveis. 

Vejo também proprietários que, alegando "brincar" com seus bichinhos, às vezes os expõem a situações desconfortáveis, às vezes até humilhantes para eles. Por exemplo, querem mostrar às visitas o quanto o bichinho gosta de passear e então pegam a coleira, e o bichinho fica lá, todo feliz achando que vai passear e as visitas achando lindo. E de repente o dono guarda, o bichinho fica com aquela "cara de paisagem", frustrado, e talvez até constrangido por ter sido feito de bobinho... Ou também vemos aqueles proprietários fazendo brincadeiras que o bichinho não gosta, onde ele se irrita, e todo mundo ri porque é engraçado vê-lo ficar irritado. Claro, ninguém que ama seu bichinho vai fazer isso por mal, mas todos sabemos o quanto é desagradável quando agem conosco de uma maneira que não gostamos... Então, por que fazer o bichinho se sentir assim? Continuamos fazendo isso porque, além de muitas vezes ser engraçado mesmo, ele não sabe reclamar, não pode falar o que sente a respeito... E pensando um pouco mais "profundo", podemos teorizar que, para um espírito em evolução, isso pode fazer com que ele aja com desrespeito com os outros no futuro, porque recebeu isso no passado.

Se tal teoria for verdadeira, podemos ter o privilégio de ajudar na evolução de um filho da Vida... Então, que tal começar a pensar melhor no tratamento que damos a eles?

Mas, mesmo que tal teoria não seja verdadeira... Os animaizinhos também sentem fome, frio, dor, medo... Logo, merecem todo o nosso respeito e consideração e vale a pena tratá-los assim!


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sacolinhas de Natal !

É chegado o tempo das tradicionais sacolinhas de Natal.

Acho que todo mundo já teve contato com isso de alguma forma. Ou já fez, ou já ouviu falar de alguém que fez, ou já foi convidado(a) para participar dessa campanha.

Orfanatos, creches, escolas de comunidades carentes, entidades religiosas. São vários locais que fazem uma campanha para arrecadar kits, em especial para crianças. É solicitado roupa, um brinquedo, às vezes um doce. Sabemos o nome, idade da criança... E em alguns casos vem até uma foto da criança.

Quem já fez, em geral se diverte quando sai para escolher os pertences. Fica imaginando como é a criança, o que ela gostaria de ganhar... Se vai apreciar a cor da roupinha que escolhemos, se aquele brinquedo vai agradar. Muitos fazem com um sincero sentimento de solidariedade. Depois de vermos nossa sacolinha pronta, montada... Dá um calorzinho no coração, até. Imaginamos que aquela criança carente vai enxergar um presentão!

Faz bem fazer o bem, não é? Então... Por que tantos de nós guardamos a solidariedade só para o final do ano? Por que não praticarmos essa solidariedade mais vezes durante o ano, não só em datas especiais?

O bem chama o bem e inspira. Não é à toa que quando demora-se um pouco para escolher uma sacolinha, elas acabam. É uma época onde todos somos condicionados não só a consumir, mas também a sermos um pouco mais solidários. Acredito que se fizéssemos mais coisas do tipo durante o ano, outras pessoas seriam contagiadas pelo espírito de solidariedade!

Será que precisamos esperar a época do Natal para isso? Às vezes conhecemos pessoas carentes, ou que trabalham em alguma entidade caridosa, no nosso próprio local de trabalho,ou que prestam serviços para nós... Pessoas que podem ter um filho, uma pessoa idosa na família, que podem estar precisando muito de algo que para nós é acessível. Sequer imaginamos que a possibilidade de fazer o bem pode estar ali, do nosso lado...

Pense nisso!

domingo, 26 de outubro de 2014

Eleições para presidência do Brasil 2014: A mais emocionante de todos os tempos.

Queridas pessoas,

Independente de termos ficado satisfeitos ou insatisfeitos com o resultado da eleição para presidente do Brasil, há um ponto interessante a ser observado.

Pelo menos no círculo em que vivo... Nunca se falou tanto no assunto como em outras eleições. Nunca vi tamanha expectativa para ver um debate, nem tantos eleitores que assistiram (lembro-me que pouquíssimas pessoas assistiam debates nas eleições anteriores). Há quem diga que "política não se discute", mas quanto se discutiu sobre isso! E mais interessante ainda é ver todos dando opiniões sinceras do que acham a respeito, mesmo que pareçam absurdas aos olhos dos demais.

Até quem diz não gostar/se interessar por política acabou se envolvendo, se interessando, discutindo...

Talvez no momento seja imperceptível... Mas isso tudo pode ser uma centelhinha do início de uma maior consciência política. Certamente o acesso as informações com a internet e com as redes sociais ajudou bastante. Mas tudo caminha muito devagar, pode ser que vejamos algum resultado na população dentro de uns anos. Muita gente vai dizer que não  acredita nisso, que o povo é iludido, desinformado... Mas será aos poucos. Não se muda a consciência política de uma nação em meses ou em poucos anos.

Não dá pra dizer que "venceu a maioria", porque a maioria foi mínima! Foi uma disputa concorridíssima, com pouquíssima diferença entre ambos os candidatos... E uma enorme quantidade de brancos/nulos/abstenções, que não deixam de ser uma forma de manifesto também. 

Para quem votou na Dilma Roussef... Daqui pra frente, acompanhe cada passo que o governo vai dar. Você teve o direito de elegê-la, agora entenda-se no dever de acompanhar e verificar se de fato ela estará fazendo jus à vitória e ao seu voto.

Para quem votou no Aécio Neves, ok, ele perdeu. Mas não "perdeu feio", um grande sinal de que uma enorme parcela da população pensou diferente, afinal, foi uma disputa praticamente "voto a voto". O melhor que se tem a fazer daqui pra frente é também acompanhar o governo e continuar exercendo o direito de expressão.  

Se todos os eleitores da oposição se unirem para acompanharem e cobrarem melhores resultados nos 4 anos seguintes, estarão tomando uma atitude muito mais digna e coerente do que ter se manifestado apenas num primeiro ou segundo turno!

Seja como for... Daqui pra frente, todos nós podemos e devemos fazer nossa parte como cidadãos. Para termos saído às ruas em 2013, ou termos participado das eleições, foi gasto um mínimo de tempo nosso comparando o tempo que tivemos entre um ano e outro, onde poderíamos ter feito muito mais. Convenhamos, por mais que o resultado das eleições tenha sido desagradável aos olhos de tanta gente... Dá para ver que parte do povo anda muito mais bem informada.

"Não adianta, esse país não tem jeito, o povo é desinformado." Você que é brasileiro, você que vai continuar morando aqui (a grande maioria)... Mantenha-se informado e faça sua parte. Se não se conforma com a atitude de um povo em sua maioria alienado, seja a diferença, nem que você a use em seu favor e ao favor daqueles que vivem à sua volta.

O povo é formado por milhões de indivíduos. Exatamente, INDIVÍDUOS, únicos, com opinião própria, e que agem como melhor acham ser. 

Aí, te pergunto: Que tipo de indivíduo você deseja ser?

Sempre ouvimos que "temos que ser políticos" para viver bem em sociedade. Mas diante do assunto política... É necessário às vezes não ser nada político, para quem sabe, fazer alguma diferença.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"Eu devia parar de consumir e fazer doações..."

Isso já deve ter passado pela cabeça de muita gente.

Não é segredo para ninguém que a nossa sociedade tem uma alta tendência consumista, e  desenfreada em grande parte. E quantos de nós pensamos que não só nós, mas todos, deveríamos gastar menos e doar mais.

Claro que existem várias instituições sérias, pessoas, animais...Precisando de ajuda e doações sempre são bem vindas nesses casos. E creio que sim, se cada pessoa se propusesse a separar R$ 10,00 mensais para uma instituição... Imagine quantas pessoas ou animais seriam ajudados.

E não precisa ir tão longe ou ajudar somente instituições onde mal sabemos para onde ou para quem vai nossa doação. Pode ser que ajudar no tratamento dentário de uma criança que você conhece  e que seja carente, ajudar com um saco de ração para aquele posto de gasolina que adotou um cão, já seja uma ótima maneira de fazer sua parte!

Mas indiretamente o consumo também ajuda, e muito! Imagine a quantidade de empregos que uma indústria gera, bem como toda a cadeia produtiva, a logística, a distribuição, o comércio... Se as pessoas pararem de comprar, teremos muito mais desempregados, especialmente na população de baixa renda que tanto precisa.

Não estou estimulando ninguém a sair comprando e esbanjando, até porque essa ideia não deve ser usada como desculpa para "enfiar o pé na jaca", até a ponto de se endividar. Deve haver um equilíbrio. Mas dos 100% que você compraria como consumo (especialmente supérfluo), talvez seja uma boa ideia usar 90% desse valor e destinar os 10% restantes para uma ação beneficente. Ah, e muito importante também: Lembre-se de separar sempre uma quantia para criar uma reservazinha financeira! ;-)

Portanto... Não se sinta tão culpado(a) no seu consumo, nem fique culpando aqueles que consomem (há quem seja meio radical até...). O consumo, quando é bem consciente, traz benefícios para você e para a sociedade.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Faça o dia dos prestadores de serviço mais feliz!

Você já experimentou ser mais simpático(a) com prestadores de serviço? Balconistas, caixas, atendentes, garçons, copeiros, frentistas, cobradores de ônibus, etc?

Pode ser que o seu simples e amável bom dia, um simples sorriso, uma pequena conversa, faça o dia de alguém melhor. Se um atendente está mal humorado de manhã ou “neutro” e nem se tocou que o dia dele pode ser melhor... Você pode ser o canal para isso.

Certa vez, num banco, ao pagar uma conta a moça do caixa tinha um rosto extremamente “sério”. Parecia mal humorada, até. Ao passar meu cartão, coloquei a senha errada e eu disse: “Desculpe-me, moça. Passei a senha de outro cartão.” Pensei que ela continuaria com a “cara feia” para repetir a operação. Mas para minha surpresa, ela disse:  “Xi... Você deve ser então uma milionária de muitos cartões, hein?” Disse isso com muita simpatia, até. Aí eu disse a ela: “Sabe que você fica muito mais bonita sorrindo? Você parecia tão séria!” E ela respondeu: “É mesmo? Então vou me policiar para ser mais simpática!”

Nos dias seguintes que fui até o mesmo banco, ela estava sempre com um rosto mais receptivo, mais agradável, conversando com os clientes etc...

Outro dia também fui pagar minha conta numa padaria e tinha duas moças no caixa. Elas cochichavam, falavam baixo, pareciam meio sérias e talvez preocupadas com alguma coisa. Eu disse a elas em tom de brincadeira: “A-hááá! Aposto que vocês estão falando mal de alguém, né?” Elas deram risada comigo.

E ainda às vezes me arrisco com pessoas que parecem sérias e mal humoradas, e mesmo que seja a primeira vez que as vejo, digo algo do tipo, mas demonstrando bom humor: “Noooossa! Como você está sério(a)!!!” Acreditem, até hoje a resposta sempre foi um sorriso, e a pessoa muda de atitude na hora.

Procure ser cortês também com garçons. Conheço muita gente que os trata “normalmente”, mas com certa indiferença. É normal, até, pela nossa “mecânica” do dia-a-dia. Mas experimente ser simpático(a) com eles. Alguns nos surpreendem com bom humor e mais cortesia, até porque eles têm essa habilidade pela profissão.

Todos nós, ou pelo menos a maioria, preferimos quando nos deparamos com um atendente bem humorado, correto? Pode ter certeza de que eles também adoram atender clientes simpáticos com eles. Até porque tem muita gente “metida” no mundo que ainda os trata como se fossem inferiores.

É claro que sempre haverá um ou outro que vai ser indiferente à sua amabilidade, ou ainda vai fazer “cara feia” e não fazer a mínima questão de nos retribuírem. Mas acredite, são raros!

Pessoal... Pensem que nós e as pessoas que prestam serviços já trabalhamos o dia inteiro, seja em nossas casas ou nas empresas. Pensem que ali passamos a maior parte de quase todos os dias de nossa vida. É bem possível fazer o ambiente e o dia ficarem bem mais agradáveis, nas convivências de todos os dias ou nas breves convivências que podem durar apenas segundos. Bom humor é tudo! E para ter bom humor você não precisa necessariamente ser um ótimo contador de piadas ou ótimo com “tiradas” que fazem todo mundo rir.  Para ter bom humor talvez seja suficiente apenas estar sempre disposto a ser uma boa pessoa para os demais, e dar valor às pequenas coisas. E você pode colaborar tanto no seu ambiente de trabalho como naquele que não necessariamente seja o seu!

Às vezes dizer algo do tipo “adorei seu esmalte”, ou “olha que tatuagem legal”, é tão simples e faz você ganhar a simpatia da pessoa na hora. “”Puxe” um assunto breve como esses com a pessoa demonstrando atenção, o efeito disso é mágico! Mas se você é um pouco mais tímido(a), ao se despedir de um atendente pela manhã, deseje um ótimo dia para a pessoa e um bom trabalho para ela, mas de maneira realmente próxima e sincera. Ou um boa noite e bom final de expediente. Você se sente bem, e a pessoa também. 


Tudo isso não deixa de ser uma pequena contribuição para ajudar nas forças do bem... Pensem no quanto podemos até melhorar uma energia negativa que esteja em alguém com essas pequenas atitudes! E pensem no efeito que podemos ter se a maioria das pessoas passarem a agir assim!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Uma grata surpresa num supermercado

Há uns meses atrás, tive uma grata surpresa.

Fui ao supermercado depois do trabalho, fiz aquela comprinha legal numa sexta-feira a noite, doida pra chegar em casa e quando chego no caixa, passada toda a compra já... Cadê a carteira??? Procurei feito louca. Fui até o carro, na esperança de achar pelo menos um cartão de crédito no meu casaco que estava no carro e SEMPRE tinha um cartão no bolso e... Dessa vez não tinha. Lei de Murphy? Inferno astral (sim, eu estava no inferno astral segundo os místicos)? Não sei. Só sei que mantive o bom humor, afinal não havia acontecido nenhuma tragédia, e voltei ao caixa: 

"Moça, é o seguinte: Em plena sexta-feira esqueci minha carteira no armário da empresa. Passarei o fim de semana sem minhas compras, sem dinheiro, sem cartão e sem documentos..."

Ela lamentou por mim, chamou o gerente, tentaram me ajudar, mas nada pôde fazer por mim. Para minha surpresa, o casal que estava atrás de mim simplesmente SE OFERECEU PARA PAGAR MINHA CONTA dizendo que eu podia depositar depois! Fiquei espantada, surpresa, e perguntei: "Como vocês podem fazer isso por alguém que vocês sequer conhecem?" De tão incrédula eu não queria aceitar, e para maior surpresa ainda, eles insistiram e já foram passando o cartão, dizendo: "Temos que fazer para as pessoas o que gostaríamos que fizessem por nós..." 

Agradeci imensamente, pedi o número da conta, um email e celular de contato para avisar quando fizesse o depósito (claro que ia fazer, né, gente??)... E ainda estava passada com essa atitude, até porque tiveram uma paciência imensa enquanto eu tentava achar o cartão!!!

Enviei um SMS depois agradecendo mais uma vez e dizendo que eles já tinham como me cobrar hehehe... E responderam dizendo que não havia o que agradecer, porque eu certamente eu faria o mesmo. 

Não sei se eu faria o mesmo. E justamente por isso, a boa impressão minha ficou muito acima do transtorno de estar sem a carteira. Pois é, são atitudes como essa que nos fazem ver que existem pessoas boas no mundo, e que no meio de tanta desonestidade, desconfiança e medo... Há quem aja acima disso, e desinteressadamente...

Vocês acreditam nisso??? Eu demorei a acreditar!!!

terça-feira, 17 de junho de 2014

"Faça o bem, sem olhar a quem."

Há pessoas que "torcem o nariz" quando familiares pedem um favor, mas estão sempre disponíveis para os amigos... Acho isso extremamente triste...

Há pessoas que não fazem nada por ninguém, somente para as pessoas mais próximas e perdem a oportunidade de fazer o bem, mesmo sabendo que há pessoas que elas poderiam auxiliar.

A pessoa que é verdadeiramente solidária, distribui isso para todos os que a cercam e precisam de sua ajuda. Ninguém precisa esquecer a própria vida, ou tirar de si para dar aos outros (há quem tenha nascido para isso, mas essa não é a missão de todos...), mas se cada um fizesse um pouquinho pelo semelhante - seja ele quem for - o mundo certamente seria um lugar melhor para se viver.

Fazer o bem não é necessariamente com favores ou ajuda material. Caridade não se resume a isso. Você pode fazer o bem apenas fazendo uma oração por alguém, ouvindo uma pessoa desabafar quando precisa, perdoando alguém de alguma ofensa (mesmo que seja em pensamento, mesmo que ela nunca fique sabendo que você a perdoou, porque têm pessoas que nem seriam capazes de se preocupar com o mal que fizeram para nós)...

É possível ser caridoso mesmo em silêncio, até porque a pessoa verdadeiramente caridosa não faz a mínima questão de aparecer.

"Faça o bem, sem olhar a quem." (Autor desconhecido)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Faça todo o bem que puder!

Não desista jamais de ser bom e de plantar a retidão, a solidariedade, o bom caráter, a honestidade, a perseverança, a integridade e o amor incondicional, independente do que você irá colher lá na frente. Mesmo que a colheita não seja boa, não terá sido em vão... Você vai poder olhar para trás e saber que deu o seu melhor, sem ter aquela sensação de "eu poderia ter feito melhor". Ao menos a consciência tranqüila você terá como prêmio - E esta é uma das maiores riquezas que alguém pode ter na vida.