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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

"Entrou um profissional qualificado na minha área... Será uma ameaça?"

Recebi um email pelo blog de uma pessoa dizendo que a empresa em que ela trabalha está contratando novos profissionais, e alguns parecem ser bem qualificados, outros nem tanto. Disse que isto está gerando boatos na empresa e que as pessoas estão com medo. E gostaria de ter dicas sobre como agir a respeito.

Em primeiro lugar achei graça, afinal, não tenho a menor vivência em RH. Agradeci por ser leitor do blog e prometi pensar no assunto. E pensei. :-) 

Vamos supor que isso aconteça na empresa em que você está trabalhando. Sentir-se ameaçado é praticamente inevitável. 

Se ele está em um cargo acima do seu, você teme que ele possa te demitir.

Se está no mesmo cargo que você, sente que sua promoção pode ser adiada.

Se está abaixo do seu cargo, sente que seu cargo pode estar ameaçado.

Fora os outros medos que aparecem. De 'puxarem o seu tapete', de 'o clima pesar', e outras coisas mais.

Quando entra um profissional assim na sua área, é preciso antes de tudo analisar se realmente ele é qualificado, ou se apenas foi um 'mestre' no marketing pessoal (já vi isso acontecer, e muito). Se é esse o caso, pode demorar um tempo, mas a verdade inevitavelmente aparece. Tenha paciência, às vezes somente a equipe consegue saber quem é a pessoa realmente, e a gerência nem sempre. Porque às vezes um suposto 'profissional' desse tem lábia, e frequentemente leva méritos sobre o trabalho alheio, é bajulador... E pior ainda, quando é do tipo 'cobra', que na frente do gerente é um 'santo' e quando este vira as costas o tal 'profissional' se revela - e nem dá pra reclamar muito com o gerente, a pessoa pode ser tão ardilosa que este sequer acredita que ela o seja e ainda acha que a equipe está sendo injusta e enciumada (Oh, mundo corporativo)... Pode acontecer dessa pessoa realmente prejudicar outras e acontecer demissões injustas. Se é esse o caso, o bom profissional que foi demitido injustamente ao menos terá a chance de entrar numa empresa que seja mais coerente. Afinal, a empresa que desconhece a verdade sobre determinados funcionários talvez não mereça alguns bons profissionais que tem e não sabe reter talentos. Mas o tempo mostra tudo, mais cedo ou mais tarde. Ok, às vezes bem mais tarde, infelizmente.

Agora, vamos supor que de fato o novo profissional tem conhecimento e trabalha bem. Alguns agem com arrogância, sentindo-se superiores aos demais, e nesse caso não tem muito o que fazer. Pode até ser que a gerência perceba isso mas acabe optando por mante-lo mesmo assim porque precisa dele (leia mais sobre isso em http://venhaereflita.blogspot.com/2015/06/sera-que-os-gerentes-nao-veem-os.html)... 

E quando entra um bom profissional que é 'gente boa' (ou não tão boa assim, mas que dá para conviver)? Você pode até se sentir ameaçado, mas você já tentou se colocar no lugar dele? Este pode até ser ameaçador para você, mas já parou para pensar nos desafios que isso representa para ele também? Veja alguns:

-Não ser aceito pelos colegas e ter seu 'tapete puxado';

-Não receber informações o suficiente da empresa, especialmente dos colegas, para desenvolver bem seu trabalho (Tem uma postagem que só fala sobre isso em http://venhaereflita.blogspot.com/2015/01/o-lider-ou-funcionario-segura-informacao.html )

-Saber que como as pessoas podem ter medo da ameaça que ele representa, ele vai precisar ser muito cauteloso;

-Saber que se for fechado demais, podem estranhá-lo, e se quiser ser simpático, podem 'desconfiar de tanta simpatia';

-Não conseguir passar o que sabe por ter medo de parecer "ousado" numa nova casa, ou porque não consegue espaço para isso, e seu talento ser desperdiçado.

Acredite, se for uma pessoa coerente, não será fácil para ele também... E quanto maior a empresa, maior a dificuldade para gerir tudo isso.

Mas, enfim. O que as pessoas não entendem é que um profissional desse pode trazer novas idéias, novos conhecimentos inclusive para elas, e que a troca de informações pode enriquecer ambos os lados. Se este profissional for bem acolhido pela equipe, além do clima ficar muito mais agradável, isso pode facilitar o trabalho de todos. O que você aprender com ele você nunca perderá, e poderá até se tornar mais qualificado por causa dele, destacando-se ainda mais nessa ou na próxima empresa na qual for trabalhar. Sem contar que ele pode até te ajudar a crescer na empresa, especialmente se você já estiver "acomodado(a)" no seu cargo, por realmente não conseguir mais expandir a sua visão por estar tão imerso na rotina.

Pode acontecer também de você ficar com o "orgulho ferido" por até então ter "reinado absoluto" talvez, mas pense. Mesmo que isso te incomode, é um convite para você inovar também. E caso não seja o caso, pense também no seguinte: Você sempre será melhor profissional do que alguns, mas também irão surgir profissionais melhores do que você. Faça o melhor que pode sempre, e não esqueça de inovar - o que pode ser auxiliado pelo novo colega.

Faça sua parte. Nada é por acaso. Mesmo que você seja prejudicado depois, sempre ficará uma lição para aprender.

Repito uma frase que já coloquei em outra postagem: 

"Uma vela nada perde quando, com sua chama, acende uma outra que está apagada." (Orison SMarden)


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Por que nem sempre teremos sucesso em tudo?

Você lutou. Deu o melhor de si. Correu atrás. Pesquisou, estudou cada passo que deu e... Deu errado, mesmo tendo a certeza de que fez tudo certinho. E frequentemente por motivos totalmente inesperados, por interferências de coisas que apareceram de repente.

Pode parecer até injusto. Eu sinceramente não sei o que é pior: Fracassar por erros nossos mesmos (porque nos culpamos) ou por interferências externas que "nem sabemos de onde veio".

Às vezes a resposta é simples. Pode ser que simplesmente não consigamos enxergar os erros que cometemos e levaremos um tempo para entender (ou não, caso se trate de uma pessoa "teimosa" que jamais admite estar errada)... Pode ser também que não tivemos malícia ou vivência para lidar com os fatores externos que causaram a "má interferência".

Mas, além disso... Pode ser simplesmente a vida tentando nos ensinar:

-Que decididamente não temos controle sobre as coisas que acontecem... Todos sabemos que na vida nada é certeza, que de um minuto para outro as coisas podem mudar. 

-Nos ensinar a perder, a sermos mais humildes. Imagine só ter sucesso a vida toda. Poderia nos tornar arrogantes, "mimados", e ainda, intolerante aos erros alheios, afinal, se só tivéssemos sucesso o tempo todo, por que os "incompetentes" que nos rodeiam não poderiam ser melhores do que são?

-A não desistirmos. Um fracasso seguido de nova tentativa nos torna mais resistentes, e certas coisas na vida só podem ser realizadas por quem é realmente perseverante e batalhador, não por quem fracassa e desiste.

Ou pode ser a vida nos permitindo errar para nos proteger, para que não cometamos um erro pior mais para frente.

E creio também em outra possibilidade: Por mais triste que fiquemos... Seremos exemplos para outras pessoas, e podemos ser escolhidos pela vida para fracassar para que outras pessoas observem nossos erros para não cometê-los, ou simplesmente, enxergarem que, por mais que uma pessoa se esforce, seja correta e batalhadora... Ela também pode fracassar.

E já parou para pensar que o grande fracasso aparente pode acontecer para que você receba algo muito melhor do que aquilo que você achava que era o melhor? Talvez você mereça muito mais do que pensa...

Portanto, tenha fé. E acredite: Nada é por acaso. Se for... O acaso também passa!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

"Será que os gerentes não vêem os absurdos que essa pessoa comete?"

Quem já não se questionou a esse respeito? 

Quem já não viu atitudes até absurdas de algumas pessoas, parecendo que os superiores faziam "vistas grossas" a isso?

Aí nos questionamos. E, de fato, parece que essas pessoas são "protegidas", ou que talvez os superiores tenham o famoso "rabo preso" com elas, porque algumas coisas realmente parecem absurdas aos nossos olhos. Lógico que às vezes realmente as injustiças acontecem, e que parece que as pessoas demoram para enxergar certas coisas (porque os "causadores" muitas vezes se fazem de "santos" e são manipuladores, e conseguem, sim, prejudicar muita gente).

Agora, vendo por outro lado... Pensando no lado da empresa, quanto maior for, ou quanto mais ela estiver crescendo... Fica cada vez mais difícil reunir pessoas com os mesmos valores, que sejam calmas, de bom relacionamento. Pense numa empresa que precise de 1.000, 2.000, 3.000 funcionários para suas atividades. Você acha que será possível que todas essas sejam honestas, de bom relacionamento, justas...? E a gerência e diretoria acabam aceitando e precisando dessas pessoas, porque o que mais importa para ela é o desempenho profissional e o resultado que elas dão.

Para termos uma ideia de a que ponto pode chegar essa situação... Conheci um micro empresário que possui uma empresa que trabalha com aparelhos de ar condicionado. Vende e presta serviços. Ele possui um técnico muito bom e qualificado, porém, descobriu que esse funcionário faz serviços "por fora" da empresa ao invés de ajudar a empresa que é o ganha pão dele... E usando as ferramentas dela, às vezes até no horário comercial! Mesmo que esse técnico se sinta injustiçado, que ganhe pouco, nada justifica desonestidade. E esse empresário está numa cidade pequena, onde encontrar mão de obra qualificada é  muito mais difícil (e até os empresários de grandes cidades reclamam da falta de funcionários qualificados). Bem ou mal, esse técnico dá resultados e lucro para a empresa. E enquanto ele não consegue encontrar alguém para substituí-lo, é preciso continuar com ele. Se é difícil para você aceitar o que um colega faz, imagine para esse empresário ter que "engolir" esse funcionário por absoluta falta de opção!

E, quando precisamos chegar aos superiores para notificar algo que essas pessoas fazem, é preciso tomar muito cuidado com isso. Falar com provas, apresentando fatos, e somente se ela realmente está atrapalhando o trabalho. Se for apenas questão de "picuinha" que não atinja suas atividades, pense se realmente vale a pena "passar para a frente", você ainda pode passar por fofoqueiro(a).

E vamos supor que você reuniu fatos e falou com o seu superior, e depois disso, nada foi feito, e ele pareceu até imparcial. Dá uma raiva, não dá? Agora, coloque-se no lugar dele. Na posição de superior, ele não pode "tomar partido", nem mostrar a você que concorda com sua opinião negativa a respeito da tal pessoa. Se ele sair mostrando a cada funcionário que ele concorda ou discorda com uma opinião, imagine essas pessoas saírem falando pela empresa que o superior concorda com a atitude negativa (muitos que vão reclamar não saberão ficar "de boca fechada" e podem vir a prejudicar o superior com isso). 

Pode ter certeza de que se você for um bom funcionário, ético, de confiança, e ele for um bom líder, ele levará sua reclamação em consideração e irá procurar mais fatos e prestar mais atenção nas atitudes da pessoa, mesmo que não demonstre isso a você, para depois poder agir. Pense também que as empresas possuem monitoração dos funcionários, de telefone fixo e móvel quando corporativo, de emails... Então, pode ser que as empresas saibam, sim, particularidades negativas de seus funcionários (e pode ser que seu gerente tenha a mesma opinião que você sobre seu(a) colega), mas tenha a consciência de que, quanto maior for a empresa, mais imparciais os bons líderes devem parecer a todos. Raramente eles vão se sentir confortáveis em concordar com o "reclamante", a não ser que ele realmente tenha muita confiança nele e tenha até uma certa intimidade com ele.

Temos que aprender a aceitar essas diferenças dentro da empresa em que trabalhamos, com essa consciência de que é impossível que uma empresa tenha todos os funcionários super honestos, éticos e de bom relacionamento com os colegas. Isso demonstra maturidade profissional, a ponto de você conseguir usufruir de uma certa paz ao invés de ficar revoltado com as pessoas... E eu acredito que, a partir do momento em que fazemos o melhor que podemos, que damos o melhor de nós, mais cedo ou mais tarde as oportunidades aparecem, e a verdade sobre nós (e sobre os outros) também. Temos que aprender a olhar para o nosso trabalho, e não para o dos outros. Basta apenas nos defendermos de possíveis injustiças.

Temos que ter consciência também de que uma empresa investe tempo e dinheiro para trocar, demitir ou contratar funcionários. E isso não é tarefa tão simples, e por isso às vezes ainda fica mais viável manter uma pessoa que causa alguns problemas do que ter que trocá-la.

Agora, se realmente os problemas estão acontecendo de maneira absurda... Espere. Mais cedo, ou mais tarde (às vezes muito mais tarde, infelizmente...), o tempo mostra e traz todas as respostas. E lembre-se que de toda situação tira-se ao menos o aprendizado. E não se esqueça: É com os relacionamentos interpessoais, positivos ou negativos, onde mais temos oportunidades de aprendermos a viver e a evoluir como pessoas e profissionais!


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O líder ou funcionário "segura-informação"!!!

Existem líderes ou mesmo funcionários em empresas que se negam a passar determinadas atividades e conhecimentos para seus funcionários.

Não estou falando das pessoas centralizadoras. Algumas pessoas simplesmente não se sentem seguras em confiar no trabalho alheio, e este seria um assunto à parte. Aqui o foco é falar sobre pessoas que se recusam a transmitir seus conhecimentos.

A insegurança ou determinação em não fazê-lo acontece por um motivo aparentemente óbvio: Passar informação ou delegar um procedimento importante pode significar perda de poder, ou até do cargo, especialmente se a outra pessoa tiver potencial.

Mas o que esses profissionais não percebem é que, ao passar o conhecimento ou uma atividade, eles terão, além de aliados, mais tempo para realizar e otimizar outras atividades, supervisionar diminuindo o número de erros nos processos, ou quem sabe podendo até criar mais, desenvolver outros métodos... Multiplicando otimização e também o conhecimento - consequentemente, podendo ter maior destaque na empresa!

Esses líderes e funcionários preferem que a empresa vire um "caos" na ausência deles, para que a empresa veja "o quanto são importantes", ou preferem o caos a passar conhecimento. Mas numa ausência forçada eles podem ter sérios problemas a resolver depois, sem contar os transtornos que a empresa irá enfrentar por não ter mais ninguém que exerça determinada tarefa.

Lógico que todos têm que ter discernimento para quem transmitir coisas importantes. Não adianta quererem passar conhecimentos e atividades para uma pessoa que não mostre interesse (como aquelas que "querem um emprego, não um trabalho"), ou que não esteja madura o suficiente para compreender, ou preparada ainda para exercer determinada tarefa. Ou que, ainda, não seja da confiança deles (e infelizmente nem sempre um bom líder pode desligar funcionários em quem ele não confie).

Pense também que desenvolver talentos também é característica de um bom líder...

Não tenha medo. Caso você passe informações para pessoas certas, e depois te demitam por isso... Ok, você terá um problema a enfrentar, mas decididamente uma empresa que faz isso não merece você nem seus conhecimentos, trata-se de uma empresa "limitada", e se você é um bom profissional deve estar num lugar com visão "aberta". Ela pode ter ganhado as informações que você passou, mas perdeu seu potencial e tudo o que você tinha a desenvolver nessa empresa - inclusive tudo aquilo que você ainda ia aprender lá dentro! E lembre-se, um profissional bom, competente, ético e de bom relacionamento, sempre terá seu "lugar ao sol".

Já vi empresas demitirem líderes exatamente por "segurarem informação"...

" Uma vela nada perde quando, com sua chama, acende uma outra que está apagada." (Orison SMarden)

domingo, 9 de novembro de 2014

“No trabalho e estudos é preciso esforçar-se para ser o melhor.”

Muitos interpretam essa frase como ser o melhor “de todos”. Grande equívoco! Ser o melhor de todos deve ser consequência. O objetivo de ser o melhor traria muito mais resultados se fosse para ser o melhor QUE PUDERMOS para nós, e não ser o melhor da turma ou equipe.

Por que penso assim?

Muito simples. Só há sentido em correr atrás de algo quando estamos fazendo algo POR NÓS, e não principalmente pelos demais. Quem quer fazer o melhor para si mesmo está se priorizando. Quem pensa principalmente em si, na própria evolução e melhoria, e trabalha por isso, automaticamente acaba sendo melhor para todos os demais que o rodeia.

Quem pensa em ser o melhor “de todos”, pode simplesmente  estar tentando conseguir ver seu valor tendo como referência os demais, e não ele(a) mesmos(a). Pode ter traços egoístas, necessidade de auto afirmação,ou sofrer de complexo de inferioridade.

Todos sabemos e estamos cansados de ouvir que só podemos ficar bem com os demais (e isso inclui nosso ambiente de estudo e trabalho) quando estamos conosco mesmos. Antes de praticar, é preciso experimentar, e não há pessoa mais indicada para experimentar algo do que nós mesmos antes de oferecer a outrem.  Só conseguimos exteriorizar algo com solidez quando vivenciamos dentro de nós.

Portanto... Ao invés de querer ser o melhor de todos, seja o melhor que puder. Fazendo por você. É muito mais competitivo quem sabe se analisar e olha principalmente para si mesmo, ao invés de focar tanto nos demais.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um pouco de ócio pode fazer bem! Experimente!

Algumas pessoas ouvem a palavra “ócio”, ou a expressão “ficar sem fazer nada”, e acham isso péssimo. Não querem perder tempo, acham que devem estar ativas o tempo todo... E acham que ninguém devia ficar ocioso nunca.

Claro que o ócio o tempo todo não é nada bom. Há um ditado que diz “cabeça vazia é oficina do Diabo”, e de fato, falta de atividade acaba com os neurônios.

Mas, e quando nos tornamos hiper ativos, super compromissados, agenda lotada o tempo todo?

Somos humanos, nosso corpo é uma máquina, e requer descanso também! Mesmo que você se sinta bem disposto(a) fisicamente, ainda assim pode ser necessário você parar um pouco... Não pelo seu corpo, mas talvez pelo seu cérebro!

Uma hora o corpo “arrebenta”. Ou a cabeça fica tão cansada que acaba refletindo no corpo, mesmo que sejamos saudáveis. Frequentemente temos a sensação de que “passou um trator por cima de mim e ainda deu ré” (risos).

Pessoas... A maioria de nós tem uma vida agitadíssima. Seja trabalhando fora, seja cuidando de uma casa tendo que sair para açougue, padaria, supermercado etc... Somos o dia inteiro bombardeados por imagens, informações, conversas, ouvimos diferentes pessoas etc... E nosso cérebro está lá, processando tudo o tempo todo. E muitos de nós ainda acabamos dormindo menos tempo do que o que precisamos.

E com esse “bombardeio” de imagens e informações, sem que percebamos, vamos nos cansando absurdamente. Se você escolher um dia inteirinho para ficar quietinho(a) no seu canto, seu cérebro não vai ter que trabalhar tanto. Ele já está acostumado com as imagens que você vai ver, está acostumado com as pessoas que moram com você, e vai se “aquietar” um pouco. Isso é precioso para o cérebro, assim ele consegue até organizar tudo aquilo que recebeu de informações nos últimos dias. Já parou para pensar nisso?

Outra coisa: Ao escolher um dia de ócio não vale ficar no computador, jogos ou internet. E se ficar, fique longe do aparelho ao menos duas horas antes de ir dormir. Muita gente tem dificuldade de pegar no sono depois que desliga. Porque o aparelho desliga imediatamente, mas o cérebro, não!

Gostou da idéia? Então escolha um dia e tente ficar quietinho(a) no seu canto. Tente descansar. Tire um Domingo/Sábado/feriado para dormir até um pouco mais tarde, permita-se. Se pensar algo do tipo “Mas se eu não lavar ou passar roupa hoje, se eu não fizer meu trabalho hoje, se eu não limpar hoje, vai acumular depois”, e acha que realmente vai sair prejudicado, procure fazer o seguinte. Faça o que tem que fazer, mas programe-se para a próxima semana, ou daqui a duas semanas, um mês que seja, cumprir isso. Organize-se durante a semana para que não fique nenhuma tarefa pendente no seu dia livre e tire um dia assim. Passe uma tarde deitado vendo TV, assistindo filmes... Procure não ir dormir tao tarde, e veja como acorda no dia seguinte! Se acha que vai acordar com mais preguiça, acredite, é o contrário. Mas se de fato acontecer... Meu(a) amigo(a), sinal de que você ainda precisa de muuuito descanso mesmo.


É por isso também que muita gente já começa a segunda-feira “morrendo”. Veja que falo um pouco sobre isso no texto publicado em http://venhaereflita.blogspot.com/2014/08/o-domingo-noite-e-segunda-feira-de-manha.html


Para quem tem crianças pequenas e acha isso impossível, se for o caso, tente promover uma “tarde de descanso” com elas. Não programe visitas. Faça um lanchinho rápido nesse dia, pão com frios, cachorro quente, pizza (elas irão adorar não ter que comer comida)... Estenda os colchões na sala, e façam uma sessão de desenhos que todos apreciem (e “fala sério”, têm desenhos que nós adultos também adoramos). Às vezes as crianças também precisam, muitas acabam tendo mais atividades do que suportam. Escola, natação, balé, inglês, futebol... E também acabam se cansando bastante.

“Mas meu(a) filho(a) não para”. Será que você já deu a oportunidade dele parar um pouco? Será que a rotina não estimulou a agitação dele(a)? Talvez agora ele(a) precise ser estimulado(a) a descansar um pouco. E se você acha que pelo fato dele ficar muito no computador, tablet, ele está ocioso, acredite, não está. A cabecinha dele(a) está trabalhando nos joguinhos, logo, não está descansando. Vai descansar mesmo vendo um desenho ou filme infantil onde ele(a) não precise pensar...


Enfim... Vale a pena organizar-se para uma tarde de descanso. Seja sozinho ou com a família! Depois me conte o resultado!

domingo, 14 de setembro de 2014

“Eu queria tanto trabalhar naquilo que gosto...”

Creio que esse texto seja útil tanto para  o jovem que está pensando em qual carreira seguir como para as pessoas já estabelecidas ou tentando se estabelecerem no mercado de trabalho.

Quantos de nós estamos trabalhando naquilo que apareceu mais como oportunidade do que por escolha;  fizemos uma faculdade cujo curso foi escolhido porque já estávamos na área, ou porque na incerteza resolvemos escolher aquele curso mais “abrangente”; lamentamos por não termos conseguido realizar um sonho, como trabalhar no meio artístico, ter nosso próprio negócio, trabalhar viajando e conhecer novos lugares...

A impressão que dá é que se conseguirmos ou se conseguíssemos entrar naquela tão sonhada área... Seria tudo perfeito, seríamos mais felizes, e encararíamos o trabalho como pura diversão!

Pessoas, não é bem assim. Todo trabalho tem seus prós e contras. De repente você se “aventuraria” a trabalhar no seu hobby, e ele deixaria de ser aquilo que você faz por puro prazer, perderia aquilo que dá um brilho especial em sua vida, porque viraria obrigação! Tenho 3 exemplos para vocês, de pessoas que conheci:

O músico
Quem gosta de música, por exemplo. Se entrasse na área, acha que ele conseguiria ficar feliz e tudo seria flores só porque ele toca música? Veja os “ossos do ofício”:

1) Deveria trabalhar em vários finais de semana

2) Precisaria passar um bom tempo estudando (ok, todo mundo sabe que o músico estuda constantemente), mas nem sempre o tipo de música que você gosta mais (diferente do amador que tem a opção de escolher tocar só aquilo que lhe agrada). Dependendo do contrato que você consegue, não consegue trabalhar no seu estilo preferido. Quantos músicos que amam rock vão trabalhar em shows de música sertaneja e pagode por exemplo, que eles não gostam. Sem contar que quem toca em casamentos em igrejas, por exemplo, toda semana vai tocar por 4 ou 5 vezes seguidas as tradicionais músicas que são comuns os noivos escolherem.

3) A maioria dos músicos precisa dar aula também, para ter um meio de renda mais fixa, visto que contratos de shows ou casamentos, por exemplo, são avulsos e claro, todos precisam de uma renda regularmente para sobreviver. E nem todo músico tem talento ou gosta de dar aula.

A amante da culinária
Eu trabalho com equipamentos de proteção de energia. Certa vez, ligou uma mulher, proprietária de uma pequena fábrica de salgados, dizendo que havia comprado uma máquina para bater massa, e por recomendação do fabricante desta, seria preciso ela adquirir um estabilizador de tensão, do contrário ela não teria garantia do produto.

Primeira coisa: Ela se assustou com o preço. Um estabilizador próprio para máquinas industriais é bem mais caro do que aqueles que estamos acostumados a ver em lojas de informática. E a empresa dela é pequena, o investimento seria alto. Mas enfim, ela precisava fazer a compra, e me perguntou: “O estabilizador pode ficar numa cozinha? É que eu tenho que lavar toda semana.” Expliquei que não seria recomendado, a não ser que ficasse num local protegido, visto que não poderia ter contato com água, vapor, etc... E que até teria como fabricar um com uma proteção para isso mas o custo aumentaria ainda mais.

De repente, pessoal, do nada, ela desabafou: “Olha, vou te falar uma coisa. Eu adorava fazer salgadinhos para minha família e amigos, e todos estimularam que eu abrisse meu próprio negócio porque certamente eu faria sucesso. Como eu realmente gostava, resolvi ir em frente e o negócio cresceu. Mas vou te falar: A gente não tem noção do que é abrir uma empresa, eu sabia que teria muito trabalho mas eu jamais ia imaginar que haveriam tantos detalhes...”

Ela sempre adorou viajar...
Conheci uma moça cujo sonho era viajar o mundo inteiro. Fez faculdade de turismo e conseguiu ser muito bem sucedida, e estava sempre viajando. Certa vez foram perguntar a ela onde ela passaria as férias, adivinhe qual foi a resposta? “Na minha casa. Eu tenho ficado no máximo 5, 6 dias por mês em casa. Durante dois, três primeiros anos de profissão foi pura curtição, hoje, não vejo a hora de chegar na minha casa quando estou viajando...”

Não estou dizendo que você não deve tentar trabalhar nas áreas que mais te agradam, mas caso isso não aconteça, não será o fim do mundo. Aprenda a gostar da oportunidade que te aparecer, pode ser tão ou mais gratificante do que trabalhar na área sonhada! Às vezes você consegue desenvolver tão bem um trabalho que nunca imaginava ter, ou ainda entra numa empresa que oferece oportunidade de crescimento e um bom ambiente, que é mais do que suficiente para você se sustentar e ficar satisfeito(a) com sua tarefa!

E se você escolhe trabalhar em seu hobby, lembre-se que a partir do momento em que ele virar obrigação, pode ser que você deixe de buscá-lo nos momentos de lazer e descontração. Aí vai ter que encontrar outra maneira para relaxar do trabalho!

domingo, 10 de agosto de 2014

O Domingo à noite... E a Segunda-Feira de manhã!

Grande parte das pessoas sofre da “depressão e preguiça” típicas desses momentos da semana.

O fim de semana passa tão rápido... Não é? Aproveitamos, dormimos um pouquinho mais, passeamos, comemos coisas gostosas, vemos pessoas queridas, etc...

Mas é preciso lembrar que se podemos aproveitar o fim de semana, comer coisas gostosas, passear etc... É porque somos abençoados com o trabalho da semana inteira! Ela mesma, a que inclui a Segunda-Feira! Se achamos o fim de semana tão gostoso, e damos tanto valor ao fim de semana, lembremos que ele se torna especial justamente porque trabalhamos a semana inteira!

Muitos de nós acabamos tendo essa “deprê-guiça” (rsrsrs) porque fomos acostumados “desde sempre” a ouvir isso, dos pais, dos tios,etc... Criamos esse conceito pelo “consciente coletivo”.

...que tal mudar um pouquinho esse costume?

Pode parecer simples e óbvio o que vou falar, mas para quem não tem uma ou mais dessas possibilidades, desses presentes que ganhamos gratuitamente da vida, faria uma diferença e enorme. Passe a lembrar-se que é uma bênção ter saúde para levantar-se todos os dias. Que você tem ouvidos que te permitem ouvir tanto o despertador como a “musiquinha do fantástico”. Que você tem pernas que te permitem levantar, e fazer todas as atividades inclusive dirigir-se ao seu trabalho. Que você tem olhos que te guiam. Que seu olfato te permite sentir o cheirinho de café na sua casa e/ou no escritório (É uma coisa tão simples o cheirinho de café, mas tão “aconchegante”. Conheço gente que não gosta de tomar, mas quase todos apreciam o cheirinho!!!)... 
Que você tem um trabalho, uma atividade...

E tem muita gente que, se se permitisse descansar no Domingo, não sentiria tanto cansaço na segunda, e teria um humor muito melhor na Segunda-Feira. Certamente esta pareceria menos árdua... Experimente passar uma tarde de domingo deitadinho(a) assistindo TV, só levantando para comer alguma coisa e ir dormir... E me conte como foi sua segunda-feira. Muitos de vocês vão pensar “mais preguiçosa ainda”. Não será, vá por mim porque já fiz isso e o resultado foi ótimo!!! :-)

Também existem pessoas que já passaram por tantos momentos difíceis na vida, que já sentiram na pele o que é realmente motivo para aborrecer e para se sentir mal, já tiveram momentos de verdadeiro desespero e dor... Que ao lembrarem-se do trauma e de toda a dor que já passaram, sentem dentro do coração que decididamente não há porque reclamar do Domingo à noite ou da Segunda de manhã. E são felizes nesses momentos, do mesmo jeito que são durante a semana!

Para quem não gosta do trabalho ou emprego, lógico que fica um pouco mais difícil. Há quem sinta um verdadeiro “martírio” porque está insatisfeito com o local de trabalho, pelo ambiente, pela atividade, pelas pessoas de difícil convívio, porque gostariam de mudar de profissão, mas enfim... Mas isso é assunto para uma outra postagem. Este é só para tratar dessa famosa “síndome” do fim de semana.

No mais... A Segunda-feira de manhã faz parte do seu trabalho, do seu ganha pão, que garante seu sustento e o da sua família, e ainda te permite desfrutar de alguns prazeres da vida. Então, abençoe-a!

Tem uma espécie de mentalização que parece até meio “bobinha”, mas funciona para alguns:

-Segunda-feira: “Já estou dentro dela, então logo ela vai acabar!”
-Terça-Feira: “Olha! Não é mais segunda-feira!”
-Quarta-Feira: “Meio da semana... Amanhã já é quinta, que é um dia legal!!”
-Quinta-Feira: “Pertinho do fim de semana... Amanhã já é sexta!”
-Sexta-Feira: Neeem precisa de mentalização nenhuma! :-)


Pessoal... Todos nós, sem exceção nos dias de hoje, sentimos que “o tempo passa tão rápido”, não é? Então, não se sinta desanimado(a) nesses períodos. Você sabe que o fim de semana vai chegar rapidinho. Então sossegue. Abençoe seu trabalho, abençoe sua semana... E sinta-se mais feliz! Saia do consciente coletivo, e não permita mais contaminar-se por ele!

Procure pensar diferente daqui pra frente, e depois me conte o resultado! :-)

sábado, 5 de julho de 2014

Neymar está fora da copa... E agora?

Jogo das quartas de final da copa do mundo entre Brasília e Colômbia, em 04/07/2014 (Detalhando para a “posteridade”... :-) ). 40 minutos do segundo tempo, onde o Brasil já está vencendo por 2 x 1. E o jogador Zuñiga, da defesa colombiana, comete uma falta em Neymar que o tira do jogo – e da Copa também, devido a uma fratura ao nível da terceira vértebra da coluna.

Já ouvi “a copa acabou para o Brasil”, “o Brasil já era”, “nem vai passar da Alemanha”, “o Brasil era time de um jogador só”, etc...

...e agora?

É o que acontece quando um líder, ou o principal membro de uma equipe, falta por algum motivo. As pessoas em geral já encaram como “caso perdido”, que “ninguém vai dar conta (membros da própria equipe podem vir a fazer isso)”...

Nessa hora, é possível despertar um maior senso de responsabilidade em todos os demais membros de uma equipe. De repente eles “acordam”, porque talvez até inconscientemente não se sentiam tão responsáveis ou importantes, visto que aquele que está em destaque “dá conta do recado”, e muito bem. 90% dos olhos de todos estavam direcionados a quem estava mais evidente.

Se os demais jogadores agora tomarem maior parte da responsabilidade para si, podem fazer aflorar seu melhor, que pode ser, até então não havia sido despertado... E diante de um grande evento como uma copa do mundo, há uma pressão positiva para que isto aconteça. E se acontecer... Será possível ver que não se deve deixar morrer a esperança da vitória, e muito menos, a autoconfiança. Trata-se de um grupo inteiro, não de um jogador isoladamente, e agora mais do que nunca todos estão sendo convidados a “mostrarem a que vieram”.

Quando um líder falta, é possível e até necessário que “nasça” outro, o que é gratificante para este que surgiu, e para os outros membros que novamente confirmarão que nunca vai faltar quem olhe por eles ou os lidere.  Ou, se não é possível que haja novo líder como o que faltou (nenhum líder é igual ao outro, ambos sempre terão vantagens e desvantagens), o senso de união e colaboração deve ser ainda mais aflorado para que o jogo continue e, quem sabe, chegue-se à vitória!

Se um dia seu líder estiver ausente... Sinta-se convocado a, mais do que nunca, mostrar seus pontos fortes. A si mesmo, principalmente!!!

(Alguém parou para pensar que os dois gols do Brasil nesse jogo já tinham sido feitos antes dessa falta... E não por Neymar? E alguém se lembra também que muitos não acreditavam que o Brasil ganharia a copa em 2002 porque Romário não havia sido convocado – jogador que era um dos favoritos – e foi?)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

"Vai assim mesmo... Estou com pressa e não vou conferir o que o cliente pediu"

Quem trabalha servindo o cliente - seja o vendedor, o pós-vendas, o assistente - pode se sentir "tentado" a, num momento de pressa, ou pela simples preguiça, passar para frente um pedido de um cliente que pode estar errado.

Eu, que trabalho na área comercial, já vi muito disso. "Já que o cliente documentou errado, ou não especificou direito, e eu estou com pressa, 'vai assim mesmo'. Quem vai ter que arcar com os custos depois é ele mesmo..."

Concordo. Mas é nossa obrigação alertá-lo sobre os possíveis erros. Não só porque é certo e profissional, mas você já pensou que, mesmo que o erro tenha sido dele, é você quem vai ter que ajudar a solucionar? Ok, você pode não ter que arcar com a despesa e com a responsabilidade, mas vai ter que participar do "retrabalho" também.

Trabalhar corretamente, com dedicação, observando detalhes (especialmente em fornecimentos complexos), realmente, dá muito trabalho. Perde-se tempo? Não. Dedica-se tempo, o que é nossa obrigação na arte de servir. Já parou para pensar que o retrabalho dá muito mais trabalho e exige muito mais tempo do que o processo normal, que por si só já costuma ser complexo? Sem contar o desgaste para todas as partes, porque onde houve um erro, gera-se um stress.

Mesmo que não seja você que vai ter que participar da correção depois, pense: Hoje em dia as empresas e os profissionais não têm tempo a perder, quase todo mundo trabalha sobrecarregado e o tempo torna-se cada vez mais precioso. Pense que os profissionais que terão que refazer o trabalho poderiam estar com tempo livre para se dedicar melhor a outros trabalhos, para este ou outros clientes - que podem ser seus, inclusive. Pense nisso de uma maneira sistêmica, quanto mais tempo os profissionais que trabalham com você tiverem para se dedicarem à excelência, mais sua empresa será bem vista, mais serão as portas abertas para o sucesso. Não pense como imediatista!

Pense também na confiabilidade que você vai gerar para seu cliente ou supervisor ao chamar a atenção dele sobre um possível erro...

O principal para quem vende é vender? Prefiro dizer "ajudar a comprar". O especialista é quem vende, nem sempre o cliente domina o produto ou serviço que precisa comprar e precisa de alguém que o oriente.

A principal função de quem vende é "fazer números"? Pode até ser. Mas mesmo que seja, números devem ser obtidos não como objetivo, e sim como consequência de um trabalho bem feito.

Pense nisso!

terça-feira, 17 de junho de 2014

"O tempo ideal" para os acontecimentos...

Exemplos do "tempo ideal para as coisas" perante a sociedade. Para ler, dar risada, sentir raiva se você é vítima deles... E, principalmente, não acreditar em nada disso. Fiquem a vontade em acrescentar outros, lembrando que aqui são apenas alguns dos infinitos "tempos ideais":

PROFISSÃO E CARREIRA
-Você tem que ter chegado aos 30 anos com um bom cargo e excelente salário. Não conseguiu? Ih, você ficou para trás!
-Chegou aos 18 anos sem saber que profissão seguir? Corra contra o tempo porque você tem que entrar na universidade agora!
-Você trabalha há 5 anos na mesma empresa e não pensa em mudar? Cuidado, você deve ser resistente a mudanças, precisa se reciclar e talvez "seguir novos horizontes".
-Você trabalha há 1 ano na empresa e já quer sair? É muito cedo... Você tem que ser mais flexível!

NAMORO E CASAMENTO
-Como assim, namoram há 6 meses e já vão se casar?
-Como assim, namoram há 3 anos e não têm previsão de se casar???
-Como assim, namoram há 5 anos e ainda não se casaram?
-O ideal é você estar casado até os 30 anos, mas jamais antes dos 20!
-O ideal é você esperar "no mínimo 6 meses" entre um relacionamento e outro
-Ficou casado um ano e se separou? Nossa, é muito pouco tempo...
-Ficou casado vinte anos e se separou? Nossa, era tanto tempo...
-Você tem 40 anos e quer se casar na igreja? Nossa, que estranho...

FILHOS
-Vai querer arrumar um bebê com menos de um ano de casado? Nossa, é muito cedo.
-Já são casados há 5 anos e ainda não tiveram um filho? Nossa, é muito tempo.
-Seu filho já tem 4 anos e você ainda não deu nenhum irmão pra ele? Não pode, porque se o irmão dele nascer muito tempo depois você terá dificuldade em conciliar as idades!
-Seu filho tem 1 ano e você já está querendo arrumando outro? Nossa, está querendo fazer uma "escadinha"???

Cada um sabe de si... Onde está escrito e documentado que todos devem seguir o mesmo padrão imposto pela sociedade ao longo dos anos?


Tenha sabedoria ao definir prioridades...

Temos que estabelecer prioridades, mas ao mesmo tempo, buscar o equilíbrio.

Todos nós podemos ter um momento na vida onde precisaremos focar mais na carreira do que no estudo, mais no estudo do que na vida pessoal, mais na vida pessoal do que na carreira (e o vice-versa de todos), e tantas outras áreas da vida.

Não podemos nos sentir culpados quando a vida nos empurra a cuidar mais de uma área 
do que na outra... O que pode durar semanas, meses, e dependendo do caso, anos. Evite a culpa mesmo, afinal você esta buscando uma vida melhor para você e muitas vezes para seus entes queridos também. É você que deve definir quando está em equilíbrio ou em exagero, até porque, é você quem sofrerá as consequências de suas escolhas e deve estar ciente de que pode colher no futuro não exatamente aquilo que acha que está plantando agora.

Cada um deve saber o que é melhor para si. E ao focar no que pede "mais energia" no momento, não deixar as outras áreas totalmente abandonadas... Reflita sempre, e sempre dê o melhor que pode de si para aquela área naquele momento.

Objetivos e metas - E quando há dificuldade para defini-los?

Todos nós ouvimos durante a vida inteira:

"Você tem que ter objetivos..."
"Você tem que traçar metas..."
"Você tem que colocar prazos para realizar as coisas que você quer..."


Fora aquelas entrevistas de emprego onde o entrevistador (alguns devem “decorar” artigos de revistas que se dizem especializadas em auxiliar profissionais no mundo corporativo achando que tudo contido ali é verdade absoluta), pergunta: "Onde você quer estar daqui a cinco anos?" Sendo que em cinco anos muita coisa pode acontecer.

Claro que tudo isso é importante. Ter objetivos é importante. Mas por uma razão inexplicável, nem todos conseguem definir objetivos. Não porque não queiram, mas simplesmente porque têm dificuldade nisso.

O que eu diria para essas pessoas? Já que não conseguem definir seus objetivos, então faça o melhor que está ao seu alcance no tempo presente. Faça o melhor agora para colher o melhor depois. Agarre com unhas e dentes as oportunidades que aparecerem na sua frente e siga na direção delas. Numa dessas, você pode encontrar seu caminho ou simplesmente descobrir que está dando o melhor de si, e mais cedo ou mais tarde terá uma resposta disso.

Ter objetivos não é garantia de sucesso, e não ter objetivos não significa que o sucesso não virá nunca. Jamais se sinta melhor ou pior do que ninguém porque tem ou não tem...

A vida é uma caixinha de surpresas, para quem tem objetivos e para quem não tem também!

Nunca se sabe o que pode acontecer conosco daqui a uma hora...

domingo, 15 de junho de 2014

“Preciso disso para ontem.”

Quem é que não ouve uma frase dessa de vez em quando ou sempre onde trabalha?

Todo mundo virou escravo do tempo. Para nada existe prazo, ninguém pode esperar nada. Tudo é urgente. Não conheço ninguém hoje que diz que consegue realizar seu trabalho com tranquilidade .

A tecnologia que tinha como grande objetivo otimizar o tempo, reduzir jornada de trabalho,  reduziu postos de trabalho e sobrecarregou outros. A velocidade da informação foi aumentando de tal maneira que justamente por todas as informações chegarem rápido, há mais e mais coisas para resolver e terminar, cada vez mais.

Não sou contra a evolução tecnológica, muito pelo contrário. O tempo não para, a vida também não. As coisas mudam mesmo, e nós temos que acompanhar esse ritmo, até que a própria evolução encontre uma estabilidade em relação a “loucura desmedida” que vivemos hoje, mais cedo ou mais tarde, embora saibamos que isso poderá ocorrer somente nas próximas gerações.

E chega uma hora que, se passa a ser impossível fazer tudo aquilo que é preciso, é preciso passar a fazer aquilo que é possível. Outras coisas ficam para o dia seguinte, paciência! Há pessoas que são tão sobrecarregadas que, mesmo que trabalhem 12, 14 horas por dia, inclusive nos fins de semana, sempre terão o que fazer. E às vezes nem são centralizadoras, mas sim exploradas. Sim, as empresas exploram a mão de obra cada vez mais.

E como as pessoas ficam nisso tudo? Sobrecarregadas, estressadas, às vezes impotentes. E por mais esforço que façam, não conseguirão manter tudo “na santa paz”, sempre vão surgir problemas e conflitos, até porque não podemos controlar tudo...  No trabalho em equipe dependemos de outras pessoas, e quando não é de equipe, é preciso depender de fornecedores, de diretoria, etc... Ninguém realiza nada sozinho. E quando algo dá errado, sentem que não são “boas o bastante”. Como se fossem obrigadas a serem infalíveis o tempo todo.
Impossível querer que tudo saia 100% correto sempre. Impossível querer ser infalível. Um dia a gente falha, outro dia fazemos tudo certo, mas vem algo ou alguém que prejudica o que fizemos.  Melhor tentar agir com mais naturalidade perante as desavenças, porque querendo ou não, elas vão aparecer, por mais que tentemos controlar as coisas... E parar de se desesperar, sentir que “eu poderia ter feito melhor”, “falhei por minha culpa”, enfim. Às vezes iremos falhar, outras vezes falharão por nós!

Todos podem ter um período onde vão precisar se dedicar um pouco mais, ou aumentar o período de trabalho. O problema é quando aquilo que deveria ser temporário, uma simples fase de mudança, passa a se tornar hábito ou obrigação. A linha é tênue...

E no fim, com stress ou sem stress, mais cedo ou mais tarde, acertando ou errando, tudo dá certo, tudo se resolve!


Trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar. Pense nisso!

Justificativas para a desonestidade

Ouvimos várias dessas frases durante nossa vida sobre justificativa de desonestidade:

"Todo mundo faz isso."
"Vou tirar minha vantagem... Cada um cuida do seu lado."
"Vou fazer escondido... Não tem como descobrirem."
"Vai saber se não fazem o mesmo comigo também... Então vou fazer!"
"Roubo para não ser roubado pelo governo (ou pela empresa em que trabalho)."
"Já fizeram isso comigo, então vou fazer também (essa é uma das piores, uma pessoa vai prejudicar outra que não tem nada a ver com as frustrações e traições passadas que ela sofreu)."
"Quando quis ser correto, me dei mal. Então chega de ser bonzinho. (Ou seja, muitas vezes a pessoa cansou de agir errado e acha que logo de cara tudo tem que dar certo, que ela não pode sofrer mais nada... Fácil, não???)"

Enquanto as pessoas pensarem assim, cometendo erros como justificativa dos erros alheios (tanto na área pessoal como na profissional), vão perder a oportunidade de fazer do mundo um lugar melhor para se viver. O Brasil vai continuar tendo corrupção. As pessoas continuarão sendo traídas umas pelas outras. E muito, muito mais...

A mudança para melhor tem que começar dentro de cada um de nós. Não deixe de fazer sua parte. A lei da ação e reação é inevitável, mais cedo ou mais tarde ela dá "o ar da graça". Não desista de ter bom caráter e honestidade, mesmo que você tenha que ser assim sozinho. FAÇA SUA PARTE.

E não se esqueça: "O que vem fácil, vai fácil." (Autor desconhecido)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ética

Fico me perguntando por que algumas empresas e profissionais teimam em agir sem ética.

Como por exemplo, aquelas empresas que consertam equipamentos e cobram do consumidor peças caras que não foram trocadas... Quem precisa consertar um eletrodoméstico tem que ter a "sorte" de cair em mãos honestas...

Colegas que tentam prejudicar o outro para se destacar ou para impedir o sucesso dele é um dos problemas mais freqüentes, nas pequenas e grandes empresas. Os famosos "puxadores de tapetes".

Também cansei de conhecer vendedores que aproveitavam o desconhecimento dos clientes para empurrar um produto caro ou muito além daquilo que realmente necessitam, apenas para ganhar uma comissão melhor... Vi (e vejo até hoje) muito disso, em minha profissão. Detalhe: Esses vendiam mais, ganhavam muito dinheiro de uma vez... Mas viviam endividados, com as contas "penduradas", ou de repente uma "tempestade financeira" acontecia... Ao passo que os honestos tinham um crescimento mais lento porém sólido, e uma vida financeira mais estável. Sim, como diz o ditado, "o que vem fácil, vai fácil."

Devemos enxergar um cliente/consumidor como um semelhante a nós, que muitas vezes precisa de nosso auxílio para resolver um problema ou definir/adquirir o que precisa, exatamente como gostaríamos que fizessem por nós.

Acredito que o mundo seria mais justo e menos ganancioso se as empresas e vendedores pensassem nos consumidores como seres humanos e não como fonte de lucro simplesmente.

Sim, é preciso lucrar, mas será que é tão difícil conseguir isto sendo competente, respeitando e ajudando o colega, oferecendo um serviço eficaz para um cliente tratando-o com o respeito que ele merece (afinal é ele que mantem as empresas funcionando)? Quem tem como principal objetivo prestar um bom serviço tem melhores chances de ter lucro como conseqüência. Nada é fácil. Às vezes é demorado alcançar algumas conquistas mesmo, todos sabem disso!

As desculpas para agir com desonestidade são as mais diversas: "Se não fizermos assim não batemos metas", "todo mundo faz isso e se eu não fizer vou ser 'engolido' pela concorrência", "eu preciso lucrar", "tenho família para sustentar", "Se eu não for esperto meu concorrente vai ser"... Uma infinidade de justificativas.

Sempre digo que a lei da ação e reação é inevitável, mais cedo ou mais tarde, todos colhem o que plantam. Acontecimentos concretos ou "misteriosos" sempre vão comprovar isto...

Certamente algumas pessoas vão perguntar: "Em que mundo esta pessoa pensa que vive? Que fundamentos ela tem para dizer essas 'utopias'?"

Meus fundamentos são a educação que tive, a experiência de anos de profissão e a certeza de que devemos seguir com honestidade. Até hoje, as conseqüências que vivi, e que vi pessoas viverem, só confirmaram esse meu princípio..

Eu tenho que ser líder?

Parece que hoje em dia todos vivem na obrigação de querer ter um cargo de liderança na área onde trabalha.

(Garanto que muita gente já se identificou com o que esta escrito. ;-) )

Aí pergunto a vocês: Alguém já perguntou se todos têm esse objetivo, e principalmente, se têm esse talento?


É tanta pressão que as pessoas acabam achando que realmente "têm que ser líderes um dia."

Sem contar que o verdadeiro líder e aquele que tem como objetivo principal o crescimento de cada pessoa de sua equipe e do local onde ele trabalha, porque sabe que o verdadeiro sucesso dele depende disso. 

Tem muita gente querendo assumir cargo de liderança principalmente por uma questão de ego, auto afirmação e poder, muitas vezes nem para ganhar mais... Esse é aquele "suposto líder" que vai reprimir pessoas talentosas, que não vai querer passar informações completas por medo, que vai diminuir e ser injusto com seus subordinados sem saber conversar com eles quando é preciso pressionar ou apontar falhas, que vai atribuir apenas a si os méritos da equipe, ou ainda vai assumir para as diretorias como deles as boas idéias de seus subordinados, e que vai "puxar tapetes" para chegar onde quer, doa a quem doer.

A sede de poder desenfreado e um dos grandes motivos do desequilíbrio mundial, "desde que o mundo é mundo".

As empresas precisam de bons líderes, claro, mas assim como precisam também de pessoas talentosas e dedicadas que trabalhem para eles. Se todos quisessem ser líderes, como ficariam os cargos essenciais de pessoas que produzem?

Tem algum mal em assumir que não quer ser líder, no momento ou nunca? De jeito nenhum, por mais que alguns "metidos a experts" achem isso absurdo, "pensamento pequeno" (para mim, pensamento pequeno tem quem "se acha" por se sentir superior aos demais nesse e em outros pontos). E quantas pessoas sem jeito para liderança acabam fracassando porque assumem sem ter, só pelo poder... Acordem, pessoas! Acima do mundo corporativo, somos seres humanos. Algumas pessoas poderão nunca ter talento para liderança, outras vão desenvolver aos poucos e conseguir isso a medida em que vão amadurecendo como pessoa e como profissional... E o mundo precisa de todos os tipos.

Sera que o único caminho para conseguir uma vida melhor é realmente assumindo cargos de liderança? Quem tem mais chances sucesso e aquele que se sente feliz e seguro na área onde trabalha, independente da posição. Quando a pessoa trabalha principalmente por ela e não para provar nada para os outros e para a sociedade, ela tem mais tranquilidade para crescer naturalmente. Vamos colocar nossa própria realização em primeiro lugar, trabalhar nosso REAL TALENTO, e deixar que as coisas aconteçam na medida e tempo certos.

Sempre digo que nem todos nasceram para serem abelhas rainhas, então que sejam boas abelhas operárias, tão essenciais quanto.

Há quem diga: "Só conseguirei ter mais dinheiro quando eu conseguir um cargo de liderança." E eu digo que dinheiro deve ser conseqüência, e não objetivo, mas esse é assunto para outra postagem.