domingo, 15 de junho de 2014

“Preciso disso para ontem.”

Quem é que não ouve uma frase dessa de vez em quando ou sempre onde trabalha?

Todo mundo virou escravo do tempo. Para nada existe prazo, ninguém pode esperar nada. Tudo é urgente. Não conheço ninguém hoje que diz que consegue realizar seu trabalho com tranquilidade .

A tecnologia que tinha como grande objetivo otimizar o tempo, reduzir jornada de trabalho,  reduziu postos de trabalho e sobrecarregou outros. A velocidade da informação foi aumentando de tal maneira que justamente por todas as informações chegarem rápido, há mais e mais coisas para resolver e terminar, cada vez mais.

Não sou contra a evolução tecnológica, muito pelo contrário. O tempo não para, a vida também não. As coisas mudam mesmo, e nós temos que acompanhar esse ritmo, até que a própria evolução encontre uma estabilidade em relação a “loucura desmedida” que vivemos hoje, mais cedo ou mais tarde, embora saibamos que isso poderá ocorrer somente nas próximas gerações.

E chega uma hora que, se passa a ser impossível fazer tudo aquilo que é preciso, é preciso passar a fazer aquilo que é possível. Outras coisas ficam para o dia seguinte, paciência! Há pessoas que são tão sobrecarregadas que, mesmo que trabalhem 12, 14 horas por dia, inclusive nos fins de semana, sempre terão o que fazer. E às vezes nem são centralizadoras, mas sim exploradas. Sim, as empresas exploram a mão de obra cada vez mais.

E como as pessoas ficam nisso tudo? Sobrecarregadas, estressadas, às vezes impotentes. E por mais esforço que façam, não conseguirão manter tudo “na santa paz”, sempre vão surgir problemas e conflitos, até porque não podemos controlar tudo...  No trabalho em equipe dependemos de outras pessoas, e quando não é de equipe, é preciso depender de fornecedores, de diretoria, etc... Ninguém realiza nada sozinho. E quando algo dá errado, sentem que não são “boas o bastante”. Como se fossem obrigadas a serem infalíveis o tempo todo.
Impossível querer que tudo saia 100% correto sempre. Impossível querer ser infalível. Um dia a gente falha, outro dia fazemos tudo certo, mas vem algo ou alguém que prejudica o que fizemos.  Melhor tentar agir com mais naturalidade perante as desavenças, porque querendo ou não, elas vão aparecer, por mais que tentemos controlar as coisas... E parar de se desesperar, sentir que “eu poderia ter feito melhor”, “falhei por minha culpa”, enfim. Às vezes iremos falhar, outras vezes falharão por nós!

Todos podem ter um período onde vão precisar se dedicar um pouco mais, ou aumentar o período de trabalho. O problema é quando aquilo que deveria ser temporário, uma simples fase de mudança, passa a se tornar hábito ou obrigação. A linha é tênue...

E no fim, com stress ou sem stress, mais cedo ou mais tarde, acertando ou errando, tudo dá certo, tudo se resolve!


Trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar. Pense nisso!

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