segunda-feira, 30 de março de 2015

Aprenda a falar quando se sente magoado(a)!

Chega um dia em que alguém que você estima fala ou faz algo que te desagrada. Aquilo te dói, mas você resolve se calar para evitar uma briga, para não magoar a outra pessoa, ou porque realmente tem dificuldade de se expor, ou porque sabe que a outra pessoa é geniosa e não vai aceitar, ou para não correr o risco de sofrer rejeição (aí pode até ter raízes profundas como baixa auto estima por exemplo)... Seja qual for o motivo, prefere guardar para você.

Quando você resolve tomar essa posição, quem acaba magoado é você mesmo. Especialmente quando você realmente foi ferido(a), sabe que não se trata de simples diferença de opinião, mas de ofensa mesmo - e das 'duras', especialmente quando você sabe que foi ofendido(a) injustamente. E fica lá, "curtindo a fossa", a mágoa, e dói. E como dói, não é mesmo?

Se você tem esse jeito de ser, há algo que você precisa saber: Muitas vezes dói mais o seu próprio silêncio, o sentimento de mágoa, do que a ofensa em si! Pode até ser que se você falar para seu ofensor como se sente, independente dele concordar ou não, pare de doer, pelo simples fato de você ter "colocado pra fora". E às vezes você pode se surpreender. Talvez você tenha tanto medo de se expor, mas quando o faz, a pessoa pode reagir de uma maneira totalmente surpreendente, e de maneira positiva. Pense também que a outra pessoa pode nem imaginar que te ofendeu, ou até esqueceu do que fez para você porque para ela foi algo até insignificante. 

E se realmente você toma coragem, resolve falar e ainda "toma uma invertida" da outra pessoa? É disso que você tem medo? Então vá lá e enfrente. É uma excelente oportunidade de você perceber como a outra pessoa é realmente, de descobrir se ela realmente merece sua consideração e o carinho que você tem por ela. 

Dê a chance da outra pessoa saber que você é um ser humano normal, que se ofende de vez em quando, você não está aqui para ser "perfeito"! E dê-se a chance de saber como é a outra pessoa. Temos que ser amados por aquilo que somos, não por aquilo que queremos transparecer que somos, bem como, temos que amar as pessoas como elas são - e falar claramente sobre aquilo que nos desapontou é uma excelente oportunidade para isso.

Lembre-se também que pode ser muito menos trabalhoso falar logo aquilo que te incomodou do que deixar virar uma "bola de neve", até um dia em que a mágoa guardada vire uma doença como uma gastrite, ou ainda, faça você "despejar" a mágoa de uma vez de tanto acumular por tanto tempo dentro de você... E acaba fazendo isso num momento "nada a ver", numa ocasião totalmente imprópria.

Mas claro, a regra é básica: O que "pesa" mais não vai ser O QUE você fala, mas sim, COMO você fala... Mostre ao ofensor o seu desapontamento da mesmíssima maneira como você gostaria que ele fizesse o mesmo: Com calma, respeito e consideração, sem agressão verbal, ironias ou "afins".

Nunca é tarde para você aprender a se posicionar, portanto, vá em frente. ;-)




quarta-feira, 11 de março de 2015

"Só sofrendo se aprende..."

O sofrimento traz aprendizado? Sem dúvida!

Mas percebo que há pessoas que acabaram levando a filosofia do "sofrer e aprender" tão a sério que simplesmente acabam num verdadeiro "culto ao sofrimento". Teoricamente ninguém gosta de sofrer, mas vejo gente que na prática cultiva isso!

Aos olhos de alguns, é "nobre" e "bonito" sofrer... Parece trazer uma "grandeza de alma", a pessoa se sente "nobre e realizada" por sofrer com resignação. Parece que quem não sofre e é feliz "não vai merecer o céu".

Lógico que sofrer é inevitável em algum momento. Muitas vezes será impossível evitá-lo ou impedi-lo. Claro que tiraremos preciosas lições dele. Mas... Precisa cultuar o sofrimento?

Há quem faça questão de sofrer e de se auto flagelar porque toma como referência alguns mártires que sofreram... Mas isso pode não passar de uma simples projeção. Na ânsia de se sentir melhor como pessoa, ou de alcançar a paz, prestígio moral ou bondade de um modelo, a pessoa até inconscientemente opta por viver parte do que ela viveu para se sentir mais "igual" a ela. E isso pode ser vivenciado através de um sofrimento com resignação. Pode parecer loucura, pode ser estranho... Mas isso acontece. E muito!

Infelizmente, várias religiões pregam isso também... Que o sofrimento engrandece. Ou ainda, pode até ser que os templos ensinem simplesmente que o sofrimento traz aprendizado sem exatamente "cultuá-lo", mas as pessoas não entendem e levam "ao pé da letra". 

Há também aqueles que racionalmente não querem sofrer, mas emocionalmente, sem ter consciência disso, não se sentem dignos de ter alegria de viver, se culpam, não se amam... E acabam tendo pensamentos e atitudes destrutivas, e sofrem muito mais do que o necessário. Não deixa de ser um culto ao sofrimento também.

Sofrendo TAMBÉM se aprende. Mas não é só assim! Lembrem-se também que estamos na chamada Nova Era. Já está mais do que na hora de aprendermos pela observação, pela fé, pelo amor... Não apenas pela dor!


quarta-feira, 4 de março de 2015

"Ele(a) é tão legal...Mesmo não atraído(a) acho que vou dar uma chance..."

Pode acontecer de um dia você estar sozinho(a), esperando (ou não) encontrar alguém... E de repente alguém realmente aparece. Mas alguém que apesar de parecer boa gente, não te atrai em nada. E aí começa um verdadeiro "emaranhado" de pensamentos nossos mesmos, e de conselhos que outras pessoas nos dão (Leia, recorde, aproveite para se divertir com alguns e principalmente reflita).

"Atração não é tão importante... A química vem com o tempo."
Sim, atração pode vir com o tempo. Mas, em primeiro lugar: 

Pessoas, somos de carne e osso! Atração é importante, sim, vamos admitir! Claro que o principal não deve ser isso, mas não deixemos de dar a devida importância. Pense que a atração não se trata apenas de química. Atração pode ser simplesmente um sinal divino, uma intuição nossa, de que aquela pessoa deve ter algo a passar para nós. E a natureza criou mecanismos químicos em nosso organismo para sabermos nos direcionar melhor. 

"Mas o mais importante é o 'espiritual'.". Pode até ser o mais importante, mas não anula a atração, ainda que tenha um peso menor... E ninguém aqui na Terra está tão elevado espiritualmente que não precise de "um toque de química" para se unir a alguém. E, sejamos francos: Quem já sentiu o gostinho de estar com alguém que nos atrai sabe o quanto é prazeroso!

Não sou contra tentar um relacionamento com alguém aparentemente legal que não nos atraia... A atração pode sim acontecer depois, por estarmos temporariamente bloqueados, ou porque tudo tem seu tempo de acontecer... Mas quantas vezes não nos atentamos à nossa intuição... E isso pode incluir ceder quando nos sentimos atraídos por alguém e recuar quando não!

"Ele(a) parece ser tão gente boa... Acho que vale a pena arriscar..."
Não se iluda tanto. Todo mundo consegue ser legal, isso é MUITO fácil, especialmente quando acabamos de conhecer um amigo ou um par em potencial. Ser gente boa todo mundo consegue. Agora, PARECER gente boa é uma coisa... Boa convivência é outra, e isso só acontece com o tempo, que nem sempre traz surpresas agradáveis.

E outra coisa: Quando alguém está apaixonado(a), é mais fácil ainda mostrar somente qualidades ou o lado bom. Leia mais sobre isso no texto "As armadilhas de uma grande paixão" em http://venhaereflita.blogspot.com/2014/08/as-perigosissimas-armadilhas-de-uma.html 

Quantas vezes nos decepcionamos com pessoas que "no começo eram tão diferentes"... E às vezes, num começo nem tão distante assim. Já vi um cara que detesta cinema convidar uma garota a ir só porque sabia que ela queria ver um determinado filme no cinema... E quando começaram a namorar (porque ele fazia de tudo para conquistá-la), pergunte a "briga" que era quando ela queria ir ao cinema! Assim como aqueles casais que se conhecem numa balada, ou dançando numa festa, onde um adora dançar e o outro não... E depois a parte que não gosta nunca mais quer ir. Pois é. Infelizmente o mundo está cheio de gente que se mascara só pra conquistar alguém, fazendo com que a outra pessoa se apaixone por uma pessoa que ele(a) não é... Sendo que o correto seria mostrar-se de verdade para que o outro se apaixone por quem aquela pessoa é e talvez será daquele jeito para sempre!

"Ele(a) parece gostar tanto de você... pode te fazer feliz!"
Cuidado... Cuidado... Cuidado... Mil vezes cuidado. O item acima complementa esse em cheio. Como já disse, uma pessoa apaixonada pode mostrar sua melhor face, ou uma qualidade que ela não tem, mas que inevitavelmente vai desaparecer com o tempo... 

E tem mais: Até que ponto a pessoa realmente gosta de você, ou já está te encarando como um desafio? Faz parte do ser humano querer conquistar. Quando bem sucedida, a pessoa que conquista se sente com "ego inflado", e enquanto isso não acontece, o desafio é muito emocionante e instigante. Pode se tornar "questão de honra", até. E infelizmente existem pessoas que gostam de sentir o sabor da conquista, e quando passa... Perde a graça, até encontrar um novo alvo a ser conquistado. Você gostaria de ser visto(a) como um desafio a ser vencido? Eu, pelo menos, não. Então pense se vale a pena dar uma chance para quem está te encarando dessa maneira... Recebemos sinais de quem está fazendo jogo de conquista conosco e de quem está tentando se aproximar com sinceridade.

E mesmo que a pessoa goste de você... Isso não é garantia que o relacionamento dará certo. Imaginar que a convivência será boa só porque a pessoa gosta de você será bem diferente de vivê-la. Porque uma pessoa apaixonada acaba escondendo o pior lado dela, até dela mesma, e quando o fogo da paixão se apaga dando lugar a um sentimento mais calmo, aliado à convivência e intimidade, as sombras aparecem e essa pessoa que parecia gostar tanto de você pode parecer nem dar tanta importância mais a isso. E pode vir a te decepcionar... Acredite, tem muita gente hipócrita no mundo. E não necessariamente por maldade ou falsidade, mas pelo simples fato de não se conhecerem, e por não se aceitarem inconscientemente assumem por um tempo qualidades e características que ela não tem! E decepcionam os outros... E a elas próprias.

"Tente... Amor de verdade só acontece com o tempo..."
Sem dúvida que amor de verdade só acontece com o tempo, com a convivência, etc... Mas não creio que essa seja uma justificativa para nos relacionarmos com quem não temos vontade.

Infelizmente, conheço gente que namora ou é casado(a) e está esperando até agora sentir o amor que esperava, e que teoricamente deveria vir com o tempo... Ninguém precisa descobrir que ama a pessoa de verdade em uma semana, ou em um mês, mas também, não precisa forçar a estar com alguém sem gostar nem um pouquinho pelo menos. E lembre-se: Gostar é fácil, facílimo, aliás. Agora, amar... É outra história.

Amor de verdade pode até vir com o tempo. Mas fica muito mais fácil se começarmos com alguém que ao menos nos atraia desde o início.

"Cuidado hein... Quem muito escolhe acaba sendo escolhido!"
Pois é. Mas quem nunca se permite escolher também vai acabar sendo escolhido(a). E, sinceramente... Pode demorar um tempo para encontrarmos alguém que realmente nos faça sentir que queremos estar com ele(a). Será que não vale a pena esperar encontrar alguém que realmente nos agrade, que faça "bater o sininho", que nos faça ter aquela certeza da qual tanto duvidamos que teremos um dia enquanto ainda não acontece? Garanto a vocês que esse papo de 'certeza a gente nunca tem' é meio furado. Certeza de que seremos felizes para sempre pode não dar pra ter, agora, certeza de que queremos estar com a pessoa... Ah, essa dá pra ter, sim!!! E quantas vezes mascaramos uma incerteza de certeza, que na verdade não existe, só porque "a pessoa é legal e não é possível que eu não consiga amá-la..." É sua intuição mais uma vez "gritando" para te dizer que seu coração não quer aquela pessoa. Ou que ela não é para você, mesmo que não haja nada de errado com ela.

Você pode nunca ter certeza de que vai dar certo. Mas pior do que isso é ficar com uma pessoa com dúvida se você realmente a quer ou não.

Conheci uma moça que sempre foi "a escolhida", "a que dava chances" mesmo não querendo... E quem se decepcionava? Ela. E quando o relacionamento acabava, quem sofria mais? Ela. Isso porque faziam de tudo para conquistá-la... E ela se dedicava justamente por gostarem dela no começo... 

Com tudo isso... Pense duas vezes antes de se deixar ser escolhido(a). Pode ser escolhido(a), sim, não há problema algum... Desde que você escolha também. 

"Talvez eu esteja sendo muito exigente e a vida me trouxe essa pessoa legal para eu aprender a não ser tão assim..."
Se você é exigente consigo mesmo(a), busca melhorar a cada dia, procura ser uma pessoa melhor em todas as áreas da sua vida... Você tem, sim, o direito de ser exigente na escolha de alguém que você pense em passar a sua vida toda.

Acha que a vida trouxe uma pessoa aparentemente legal por quem você não se sente atraído(a) para te testar? Ela tem diversas formas de fazer isso por você, não necessariamente assim, não use isso como justificativa para continuar com quem não faz você se sentir feliz. Se isso acontecer e você sentir um incômodo no coração ou um desconforto... Ela pode estar te testando sim, mas a fazer você criar força para admitir que não quer estar com aquela pessoa!

E outra coisa, pessoas... Quando resolvemos nos relacionar pra valer, para chegar num casamento, temos que escolher MESMO. Se escolhermos alguém do jeitinho que queremos já não vai ser fácil porque convivência é uma arte e aparecerão dificuldades. Imagine então se propor a conviver com quem não temos a certeza de que queremos esta pessoa! Um casamento pode representar os melhores anos de nossas vidas, e especialmente quando vamos nos propor a ficar com alguém para sempre... Então que seja com alguém que seja, sim, como sonhamos ter!

Talvez você nem esteja sendo tão exigente assim, apenas queira ser feliz.

"Se eu não der uma chance, nunca saberei se daria certo."

Certíssimo. Mas isso não significa que você deve dar chance para quem não gosta, ou não se sente atraído(a). É diferente de dar uma chance para quem você sente uma atração, uma vontade de estar junto, mas percebe incompatibilidades. Aí sim essa frase se justifica.

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Pessoas... Claro que a maioria de nós passou ou passará por relacionamentos mal sucedidos. Isso pode incluir esses onde não nos sentimos atraídos, não gostamos da pessoa... E a experiência é sempre válida. Nem que seja apenas para nos certificarmos do que NÃO queremos mais nos próximos.

Mas, reflita: Quando alcançamos uma certa experiência e maturidade emocional, já não temos mais tempo a perder e não vamos mais querer "arriscar para ver se dá certo". Nesse momento, é melhor olhar para dentro de nós e pararmos de ficar "nos testando" com relacionamentos que não nos trazem a sensação de plenitude, apenas por carência...

Pense duas vezes, ou mais, antes de começar a se relacionar sem estar realmente motivado com aquela pessoa tão legal e que gosta de você. Aprenda a ouvir seu coração. Mesmo que te induza ao erro, você irá aprender. E não se sinta culpado por não ter dado chance, nem fique pensando "e se eu tivesse tentado?"...

Uma coisa é certa: Quem já sentiu o sabor de estar com alguém que realmente nos faz sentir plenos(as)... Sabe que isso é possível, sim, e o quanto é gratificante!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

"O problema sou eu, e não os outros!" - Será?

Há alguns dias uma amiga veio me contar que andava se sentindo meio desconfortável. E jurava que o problema não era ninguém, era ela mesma.

Aí eu disse a ela: "Pode ser... Mas às vezes a gente se desconforta por causa dos outros e é difícil admitir. Parece que o problema somos nós e na verdade é nossa insatisfação com os outros. E para não desagradar... Engolimos o desconforto como se fosse nós mesmos."

Isso acontece muito. Quantas vezes nos anulamos, nos desconfortamos, "engolimos sapos", escondemos nosso descontamento com comportamentos de pessoas com quem convivemos... E quantos de nós não sabemos nos colocar em primeiro lugar, e para ser aceito, evitar a rejeição, evitar problemas... Acabamos não sabendo nos impor. E com isso tornamo-nos permissivos. Ou ainda, colocamos a culpa em nós mesmos, como se nós fôssemos o problema.

Claro que às vezes o problema é nosso. Mas o objetivo desse texto não é analisar por esse ponto de vista, e sim, analisar quando NÃO é.

Quando paramos para pensar que o problema somos nós... O desconforto passa ao descobrirmos se somos e passamos a trabalhar pela nossa melhoria. Agora, quando a inquietude permanece, quando fica alguma pergunta no ar... Pode ser que simplesmente não estejamos conseguindo admitir, ou não temos coragem de enxergar, que uma pessoa querida, ou nem tanto, nos desconforta.

Às vezes achamos que somos exigentes demais. Que temos que aceitar as pessoas como são. Mas esse desconforto pode ser simplesmente uma manifestação do desejo de termos relações mais satisfatórias com familiares, amigos, colegas... E, assim, nem sempre nos colocamos em primeiro lugar. E muitos de nós não nos damos conta que fazemos isso e sequer os outros enxergam os sacrifícios e concessões que fazemos por eles. Abrir mão da própria personalidade para agradar os outros, todos sabemos, é um dos maiores erros que podemos cometer. Isso sinaliza baixa auto estima, falta de aceitação de si mesmo(a), ou culpas que carregamos e inconscientemente achamos que temos que ser punidos... E uma das formas de punição é a anulação de si mesmo.

E, nesse esforço sobre-humano em tentar "exercer a aceitação dos outros como são"... Podemos cair numa rotina de conviver sem estar feliz, sem estar satisfeito. Podemos ficar anos nos arrastando em relacionamentos tóxicos, vivendo a vida para agradar familiares... E nos habituamos a viver assim, deixando a vida passar sem gosto e sem prazer.

Lógico que enfrentaremos problemas de convivência. É inevitável ter discordâncias por mais afinidades que existam em qualquer tipo de relação. Agora, quando trata-se de discordância em VALORES, objetivos... Aí sim, é de se pensar. Não em quem está certo ou quem está errado, mas sim, como chegar num acordo para ter uma convivência pacífica, ou ainda, se tal convivência é possível.

Pare e pense: O que você quer? O que é importante para você? Dê as respostas sinceras para você mesmo(a). Nem precisa falar para ninguém. Analise e depois veja se realmente você tem que mudar, ou se simplesmente quer ser aceito(a) tanto quanto você procura aceitar os outros! Talvez nem você nem os outros precisem mudar. Simplesmente se adaptarem para manter uma boa convivência. 

Queira viver em paz com os demais... Mas acima de tudo, busque a paz dentro de si mesmo. E o preço disso pode ser manifestar nossa insatisfação ou diferenças com os demais!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

"Resolvi cultivar minha fé sozinho(a)"

Muitas pessoas optam por desenvolverem a fé sozinhas. 

Algumas são agnósticas, ou seja, creem em algo superior mas não conseguem seguir nenhuma religião em específico.

Algumas até procuram um lugar para frequentar, mas não conseguem "se encontrar" em nenhum.

Algumas se afastam de igrejas ou templos por terem se decepcionado com lugares que frequentaram, apesar de se identificarem com a filosofia ou religião do lugar. Mas vamos entender que o problema não deve ter sido com o lugar ou doutrina em si, mas sim com as pessoas que o frequentam ou dirigem.

Outras simplesmente não têm vontade de frequentar, ou não querem mais um compromisso em suas rotinas.

E assim as pessoas vão fazendo suas orações, fazem algumas leituras e assistem programas a respeito, refletem... E seguem. 

Mas por mais boa vontade que tenhamos, nem sempre conseguiremos desenvolver algumas coisas sozinhos. E creio que a fé (em Deus, Cristo, Buda, Jeová... Seja em quem for) seja uma delas.

Quando resolvemos seguir ou escolhemos alguma religião, sempre há muito o que aprender nelas. Teorias, conhecimentos, depoimentos de quem se beneficiou, fatos históricos sobre ela... E muitas vezes acabamos deixando de ter acesso a muita coisa quando optamos por não frequentar um local. O conhecimento pode aumentar, e muito, a nossa fé!

E na escolha em não frequentar podemos perder grandes oportunidades... Valeria muito a pena buscar mais conhecimentos com pessoas mais experientes na filosofia, temos muito o que aprender. Sem contar que sozinhos, lendo por exemplo sobre uma religião, corremos o risco de fazermos interpretações equivocadas do que realmente ela queria nos passar...

E quando optamos por não frequentar nenhum lugar, deixamos também de conviver e conhecer pessoas com quem podemos ter afinidade (E afinidade por fé é sempre muito gratificante). Com essas também poderíamos aprender muito, até porque além da troca de experiências, também seríamos bem compreendidos em momentos difíceis por pessoas que partilham de nossa fé e valores.

E para quem acredita... Nos locais religiosos que trabalham em nome do Bem, sempre haverá a presença de anjos da guarda. O hábito de frequentar nos coloca em contato com eles regularmente, e assim podemos fortalecer nossas defesas espirituais e receber uma carga de energia positiva contínua, visto que todos nós estamos sempre expostos às más influências do dia a dia.

Mas acredito também que possa existir um momento certo, talvez pré-determinado, para "despertarmos" e finalmente começarmos a desenvolver nossa fé em algum lugar ao qual já estejamos destinados!

Vale a pena parar para pensar no assunto... Com as religiões é possível aprender pelo amor, seria muito melhor buscá-las assim... E não pela dor, como acontece na maioria dos casos!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Porque recomendo a leitura

Quando criança, eu me lembro que eu gostava de brincar, mas acima de tudo, eu gostava de ler. Até antes de aprender, eu já conhecia as letras, e um dos passatempos preferidos que eu tinha aos 4, 5 anos era abrir livros (os maiores que eu encontrava) e ficar soletrando em voz alta, porque as letras eu já conhecia.

Aprendi rápido a ler. Eu realmente gostava, ganhava e "devorava" vários livros infantis, gibis, etc... E com isso, tinha facilidade para escrever, para fazer redações, etc... E trouxe esse hábito até à idade adulta. Lia ao menos 6 livros por ano.

Até que há 10 anos atrás resolvi entrar para a faculdade. Trabalhando o dia inteiro, estudando à noite, e tendo que arrumar preciosos minutos do dia para dar conta de estudar para provas, fazer trabalhos etc... Não tinha tempo mais para ler os livros que eu tanto gostava. Perdi o hábito.

Quando terminei a faculdade, meu ritmo de vida já era outro. O trabalho exigia bastante de mim, fazia vááárias horas extras... E com isso, não consegui retomar o hábito de ler. Lia muito pouco, apenas quando realmente dava e quando era uma leitura que muito me interessava.

Pouco tempo depois, percebi que comecei a ter dificuldades para redigir emails. Isso é péssimo para quem trabalha no computador o dia inteiro. Faltavam as palavras, sobravam dúvidas sobre como me expressar, eu muitas vezes não conseguia formular uma frase. E sempre fui muito exigente com uma boa escrita, sempre reparei em erros, etc... Quando fui me perguntar por que isso podia estar acontecendo, cheguei à conclusão: Só podia ser pela falta de leitura.

Mas infelizmente minha rotina estava sempre "tomada", durante a semana e ao final dela também... E nada de leitura!

Em 2014, acabei ingressando numa nova atividade. E nesta eu percebi que só iria me desenvolver lendo livros recomendados no assunto. E voltei a ler. Do jeito que dava: Um pouco à noite, em filas, em esperas, às vezes aos finais de semana. E, com isso... Reparei que em 2014 acabei lendo aproximadamente 7 livros! ;-)

E adivinhem o que aconteceu??? Voltei a conseguir escrever com mais desenvoltura e com bem menos dificuldade...

Tem muita gente que sequer se dá conta disso. Tem muita gente que nem imagina que pode começar a gostar de ler. Há quem diga que existem leituras "fracas" e "ruins". Eu discordo. Existem assuntos que podem não interessar muita gente, isso sim. Leitura boa é aquela que a pessoa gosta, não importa se não for uma leitura "recomendada pelos críticos". Leia, mesmo que sejam aqueles livros alvos de preconceitos. Ao menos você vai melhorar sua escrita e sua fala...





sábado, 7 de fevereiro de 2015

Os quatro elementos e suas cores

Durante a construção do planeta Terra, o mestre dos quatro elementos fazia uma importante reunião com eles. Iniciou dizendo:

_Meus caros! Fogo, Água, Terra e Ar... Todos vocês serão essenciais à vida no planeta Terra. E hoje os reúno para definir suas cores predominantes, e aceito suas sugestões. Vamos começar por você, Elemento Fogo! Você irá inspirar as mudanças, será quente... Como se fosse um pequeno sol a cada chama que será acesa. Creio que nenhuma outra cor seja tão apropriada a você quanto o amarelo, até em homenagem ao Astro Rei, nosso Sol!

_Mestre – respondeu Fogo – Eu ainda serei muito pequeno diante da grandeza do Astro Rei. Ter exatamente a cor amarela que o predomina na maior parte do tempo me deixará um pouco constrangido, acho que seria muito ousado, embora seria uma honra para mim...
O mestre pensou um pouco, e concordou com a observação do Fogo. Mas logo chegou a uma conclusão sobre sua cor.

_Admiro sua humildade apesar da energia e imponência que terá, caro elemento. É louvável sua observação. Eu sugiro então a cor alaranjada. Vamos continuar homenageando o Astro Rei, que por um curto período de tempo em alguns dias, se apresentará com esta cor quando estiver se pondo. E acredite, as pessoas irão adorar assisti-lo. Como não será sua cor o tempo todo, será uma homenagem reverente e discreta! O que acha de ser alaranjado, Fogo?

_Gostei da ideia, Mestre... E creio que os meus colegas também aprovam!

E todos, de fato, aprovaram. E o mestre continuou:

_Elemento Água, eu sugiro que sua cor principal seja o azul. Os mares e rios serão abundantes no planeta, e espero que com tanto azul para ver, as pessoas se inspirem a ter tranquilidade.

Todos concordaram, e o Elemento Água se sentiu feliz ao saber que inspiraria paz às pessoas.

_Chegou sua vez, Elemento Terra. Lembre-se de que no seu caso, você terá variações no mundo todo, e precisaremos diferenciá-lo também pela sua cor. Eu havia pensado no verde, mas o Senhor do Universo já o designou à vegetação...

_Mestre, que tal o vermelho? – respondeu o Terra.

_Poderia ser... Porém creio que o vermelho “puro” poderia ser um tanto chocante à vista dos humanos. Sendo assim, podemos colocar alguma cor derivada do vermelho. Tons de marrom, por exemplo. Teremos marrom bem escuro quase negro, teremos locais com terras mais avermelhadas, outras mais claras... Serão infinitos tons. O que acham, caros elementos?

Todos acataram a sugestão iniciada por Terra e aperfeiçoada pelo mestre, que continuou:

_Elemento Ar... Você é o mais difícil de todos. Não é à toa que estou te deixando por último. Confesso que não consigo imaginar uma cor para você! Vamos precisar da ajuda de todos vocês, Elementos... Não será fácil definir uma cor para um Elemento que estará preenchendo cada pedaço na Terra que estiver vazio. Até porque, os seres vivos estarão com você 100% do tempo, desde o nascer, até o último suspiro... Inclusive quando estiverem dormindo. Você merecerá uma bela cor!

Realmente, era uma decisão muito difícil. O Elemento Água foi o primeiro a dar sua opinião:

_Mestre... Já que meu azul vai inspirar tranqüilidade, que tal seria se o Ar fosse azul também?

_Água, não quero repetir as cores predominantes de vocês, elementos. Preciso diferenciá-los, visto que todos vocês serão abundantes e precisam ser destacados... E se eu definir que o Ar será azul, teremos outro problema, definir nova cor para você.

O Elemento Fogo também deu sua sugestão:

_Que tal o verde, Mestre? É uma cor calma também, que eu já soube que será a cor da esperança...

_Fogo, o verde irá ser abundante em nosso planeta também... Afinal a vegetação terá essa cor predominante. O Senhor do Universo está caprichando tanto nela, e será tão linda, que merecerá destaque, se o ar for verde poderá camuflá-la.

O Elemento Terra não sabia o que opinar, e apenas conseguiu dizer:

_E não podemos nos esquecer também, amigos, que a cor do Ar deverá ser muito bem estudada. Como ele estará em todos os lugares, as pessoas poderão ter dificuldade para enxergar as outras cores. Pensem só, se o Ar for amarelo também por exemplo... Ao olhar para o mar ou para o céu, poderão enxergá-los esverdeados, concordam?

Ninguém, nem o mestre, havia pensado nessa hipótese, e começou a ficar até desapontado consigo mesmo. O ambiente ficou em silêncio, todos estavam pensando a respeito. O próprio Ar, que até então estava calado, disse:

_Mestre... Neste caso, eu prefiro não ter nenhuma cor!

Todos olharam o Ar com espanto. Os comentários não paravam e todos falavam ao mesmo tempo:

_Mas, Ar, você merece ser visto!

_Ar, se for assim, as pessoas não se lembrarão que você existe...

_Ar, todos nós já temos uma cor, você também precisa ter!

O Mestre pediu silêncio:

_Por favor, um de cada vez! Vamos ouvir o que o Ar tem a dizer. Ar, por que você não quer ter cor?

_Amigos... Fogo, Terra e Água... As pessoas sempre verão vocês, todos os dias provavelmente, e faz sentido que elas os vejam para admirá-los. Mas eu serei o único que estará em todos os lugares, o tempo todo com essas pessoas... Não precisarei ser visto para que elas interajam comigo, mesmo sem perceber, mesmo sem se lembrarem de minha existência. Não tem a menor importância. Só o fato de eu saber que serei essencial às vidas delas, já fico feliz. E qualquer cor que eu tiver irá atrapalhar a visão delas, o que foi bem observado pelo Elemento Terra. Portanto, não me importo de ser invisível.

Todos ficaram emocionados com o exemplo de renúncia do Elemento Ar. O Mestre ainda tentou insistir um pouco:

_Ar, tem certeza de que não gostaria de estudar ao menos uma cor mais neutra a você? Sua atitude é muito bonita, mas... Temos tantas cores disponíveis! Não é possível que uma delas não seja adequada a você! Não ficará nem um pouco triste por não ser visto? Eu, sinceramente, estou um pouco chateado com isso...


_Não Mestre, não me importo, de verdade. Até prefiro. Quem sabe assim, eu não inspire as pessoas a perceberem que têm coisas que não precisam estar visíveis o tempo todo para serem essenciais ou importantes!