quarta-feira, 29 de abril de 2015

'Esteja feliz com você antes de querer ser feliz com alguém" - o outro lado!

"Antes de ser feliz com alguém, você tem que aprender a ser feliz com você mesmo(a)." 

"Complete-se antes de querer que alguém que te complete."

Frases como essas todos conhecem, e são verdadeiras. Quem não é feliz consigo mesmo, não consegue ser feliz com nada nem com ninguém. Enfim, textos e teoria a respeito disso não faltam por aí, tanto que esse texto fala do outro lado de interpretar essa frase...

Há pessoas que, por medo de se relacionarem, ou de tanto ouvirem essas teorias, acabam optando pelo isolamento, de maneira até inconsciente. É preciso ter cuidado ao aplicar essas sábias frases em nossas vidas. Pode-se chegar à conclusão, até sem querer, que estar sozinho(a) é melhor do que estar acompanhado!

Se for analisar a fundo, existem pessoas que possuem traumas, conflitos, problemas com elas mesmas que elas podem vir a carregar uma vida inteira... E aí, vai ficar sozinha para sempre caso isso aconteça? Dessa maneira, muita gente acaba “se fechando”. 

Infelizmente, tem gente que usa essas frases para reforçar um comportamento que consiste em simplesmente se recusar a se relacionar. Distorcem a mensagem positiva que possuem, e usam como desculpa até inconsciente para ficarem sozinhas. 

É errado querer ser sozinho? Claro que não. Há quem até reforce a teoria de que a maioria busca se relacionar com alguém porque no fundo ninguém se suporta, então não aguentariam viver apenas na própria companhia. Mas quem quer ser sozinho por opção não usaria as frases acima, afinal, elas não descartam a busca por uma pessoa para amar, concordam?

E lembre-se: A vida de uma pessoa, para ser gerada, precisa de duas. É um recado da vida que deixa claro que não fomos feito para ficarmos sozinhos!

sábado, 11 de abril de 2015

Você sabe o que é "sentir falta de problemas"?

É estranho para muita gente... Mas acontece. 

Há quem não aguente mais determinada situação, que não vê a hora de se livrar de um problema, de encontrar uma saída, de sentir paz, de ver tudo resolvido. Que pode ter passado meses ou até anos tão mergulhado em problemas que, quando resolve... Sente que algo está faltando. Talvez essa sensação seja até maior do que o alívio da resolução, ou ainda, substitua a alegria que deveria ser sentida!

Por que isso acontece? De onde pode ter vindo?

Se é uma sensação momentânea, e que depois dá lugar à paz e à serenidade, tudo bem, pode ser até natural. Se não... A pessoa não é "louca", e muito menos ela quer ter problemas, ela mesma não entende porque tem essa sensação. Eu vejo duas possibilidades:

-Há quem tenha ficado tanto tempo "submerso" numa situação que de repente "perde o rumo", fica sem saber o que fazer quando o problema acaba. Isso é típico de quem, por exemplo, passa anos cuidando de uma pessoa enferma, não sai do lado dela. E quando o enfermo "parte para o outro lado", essa pessoa se sente perdida. Mas a vida é sábia, sempre irá trazer novas razões para essa pessoa viver se ela deixar e não se sabotar. Neste exemplo citado, essa pessoa pode sentir , inconscientemente até, algo do tipo "como vou buscar alegria e ser feliz se meu pai/minha mãe/meu marido morreu? Não tenho direito...", porque muitos de nós somos criados para lidar com a morte de uma maneira negativa e mórbida, sendo que ela muitas vezes é uma libertação especialmente para quem partiu. Mas, enfim. Este é apenas um exemplo entre tantos, e o importante é se dar conta de que o problema acabou e nossa vida continua, e é preciso encontrar uma nova razão para continuarmos vivendo. Acredito que enquanto estamos vivos, temos algo a fazer pela vida que é sábia e irá nos tirar daqui quando tivermos cumprido nossa missão.

-Mas há também uma outra situação ainda mais complexa, mais difícil de ser percebida, e infelizmente muito mais comum do que se pensa. Há pessoas que quando dão um passo à frente, quando se libertam de algo desagradável, se dão conta de que o problema acabou e 'estranham'. Ficam se perguntando se o problema se resolveu mesmo. Ficam olhando à volta para ver se realmente não há nada para se preocuparem, e quando percebem que o problema realmente acabou... Sentem-se desconfortáveis. E não é pelo hábito do problema ou pela falta de rumo dali pra frente, mas porque elas simplesmente não se sentem merecedoras de paz e alegria em suas vidas. No plano racional, pode até ser que elas se vejam como pessoas de valor, mas no plano inconsciente, no plano dos sentimentos, da vivência dentro delas mesmas, isso não acontece. E sem saberem, o inconsciente delas diz coisas do tipo: "Eu, feliz? Imagine, não sou bom(a) o suficiente para isso". "Não mereço ser feliz." "Não sou digno de paz e alegria porque cometi um erro horrível no passado."

E vivenciando tão negativamente, sem perceberem... Acabam se sabotando. Afastam boas oportunidades, atraem situações desagradáveis. A maioria delas além de não se darem conta disso, carregam culpas e traumas do passado que geram toda uma falta de amor a si mesmas e a sensação de "não merecimento". Elas podem:

-Terem vivido uma situação desagradável enquanto ainda eram um bebê em formação ou na infância da qual nem se lembram. 

-Silenciar para si mesmas e fazerem questão de não pensarem em situações das quais se arrependeram. 

-Terem passado por algo que o inconsciente faz com que determinada situação seja esquecida ou de importância minimizada como estratégia de proteção, e a pessoa tem a falsa sensação de que aquilo não foi importante ou não "marcou".

Seja como for. A vida traz problemas, sim, mas quando traz paz... Vamos aproveitar, vamos concentrar nossas energias nisso, tal como fazemos diante de problemas!

 Se você tem essa sensação de que "falta alguma coisa" quando um problema se resolve ou quando a paz se instala... Procure perceber "de onde vem".  e... Aprenda a desfrutar dessa paz e fase tranquila da qual você sem dúvida é merecedor(a)!!!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

"Sentimentos viram doenças" - O perigo da má interpretação

Existem vários estudos que mostram que sentimentos viram doenças que podem até matar. Raiva pode desencadear um câncer. Mania de perfeição pode causar enxaqueca. Medo de perdas pode levar ao excesso de peso. E por aí vai.

Eu até acredito que isto possa ter um fundamento. Mas vejo dois grandes perigos que cercam essa teoria para quem a estuda e nela acredita:

-A pessoa pode passar a reprimir o que sente, o que pode ser tão maléfico quanto se permitir sentir. Reprimir o que se sente só serve para protelar, porque mais cedo ou mais tarde os sentimentos ou seus efeitos virão à tona. É muito mais sábio assumir e trabalhá-los, até porque somos humanos e somos suscetíveis a eles.

-Pode haver uma confusão entre emoção e sentimento. A emoção da raiva, por exemplo, pode se manifestar de uma maneira aguda, num momento onde deixamos cair um objeto que quebra, ou quando somos aborrecidos com uma 'fechada' que levamos no trânsito, etc... Ficamos alterados na hora, xingamos, o peito queima, mas é apenas emoção momentânea, e passa. Agora, o sentimento de raiva é outra coisa. É aquele que permanece em nós, latente, 'devagar e sempre'. Esse, sim, é destrutivo. Ainda falando sobre emoção e sentimento... Vamos pensar na emoção da tristeza. Imagine que você vê um filme triste que te faz até chorar. O filme te 'toca', te deixa realmente emocionado, você chora, fica ofegante. Mas passado o filme, se recupera e pronto. Agora, imagine uma situação na sua vida que te deixou com uma tristeza grande. Não necessariamente como a do filme que te deixa ofegante e choroso, mas faz você pensar o tempo todo nisso, e isso permanece... Esse é o sentimento de tristeza, que pode te levar à destruição de si mesmo.

Uma emoção passageira não deve gerar grandes males, portanto, não precisa ficar com medo de ficar doente porque sente raiva no trânsito... Certo? 

Eu acredito também que o que realmente "mata" uma pessoa não são os sentimentos, e sim, os pensamentos que ela tem. São os pensamentos que alimentam os sentimentos. Creio que as pessoas aproveitariam muito melhor esse ensinamento se o foco do assunto fosse os pensamentos, e não os sentimentos. Até porque os sentimentos por menos nobres que sejam são nossos grandes aliados se soubermos acolhê-los com amor e aceitação, entendendo-os como um indicador de nós mesmos. São eles que indicam onde precisamos melhorar, o que temos que trabalhar dentro de nós. Ninguém deveria se sentir culpado ou ser hostilizado pelo que sente. Mas todos deveriam vigiar os pensamentos...

"Não pode ter raiva, é 'feio' e desagrada a Deus..." "Sentir inveja é um pecado..."  Esqueça esses paradigmas. Assuma o que sente, não tenha vergonha disso... E você não precisa falar para ninguém, para quê se expor a quem não interessa? Assumindo para si mesmo já é o suficiente.

Quando buscamos mudar uma maneira de pensar, quando escolhemos um novo padrão de pensamento... Aos poucos, bem aos poucos, e temos que ter muita paciência com isso porque é um processo demorado... Começamos a vivenciar dentro de nós mesmos, e passamos a ter sentimentos melhores.

Portanto, não acredito que são os sentimentos que geram as doenças, mas sim os pensamentos. Eu compararia os pensamentos com um revólver. Ele não mata, o que mata é a bala (o que comparo com os sentimentos), que só é acionada pelo revólver, ou seja, pelo pensamento.

Para quem acredita em Deus, creio que Ele reconhece o esforço de Seus filhos de se tornarem pessoas melhores. E ele abençoa esse esforço, quem sabe até os poupando das doenças que teriam se não procurassem a reforma íntima buscando-a através da mudança de pensamentos... Por que não?


-

segunda-feira, 30 de março de 2015

Aprenda a falar quando se sente magoado(a)!

Chega um dia em que alguém que você estima fala ou faz algo que te desagrada. Aquilo te dói, mas você resolve se calar para evitar uma briga, para não magoar a outra pessoa, ou porque realmente tem dificuldade de se expor, ou porque sabe que a outra pessoa é geniosa e não vai aceitar, ou para não correr o risco de sofrer rejeição (aí pode até ter raízes profundas como baixa auto estima por exemplo)... Seja qual for o motivo, prefere guardar para você.

Quando você resolve tomar essa posição, quem acaba magoado é você mesmo. Especialmente quando você realmente foi ferido(a), sabe que não se trata de simples diferença de opinião, mas de ofensa mesmo - e das 'duras', especialmente quando você sabe que foi ofendido(a) injustamente. E fica lá, "curtindo a fossa", a mágoa, e dói. E como dói, não é mesmo?

Se você tem esse jeito de ser, há algo que você precisa saber: Muitas vezes dói mais o seu próprio silêncio, o sentimento de mágoa, do que a ofensa em si! Pode até ser que se você falar para seu ofensor como se sente, independente dele concordar ou não, pare de doer, pelo simples fato de você ter "colocado pra fora". E às vezes você pode se surpreender. Talvez você tenha tanto medo de se expor, mas quando o faz, a pessoa pode reagir de uma maneira totalmente surpreendente, e de maneira positiva. Pense também que a outra pessoa pode nem imaginar que te ofendeu, ou até esqueceu do que fez para você porque para ela foi algo até insignificante. 

E se realmente você toma coragem, resolve falar e ainda "toma uma invertida" da outra pessoa? É disso que você tem medo? Então vá lá e enfrente. É uma excelente oportunidade de você perceber como a outra pessoa é realmente, de descobrir se ela realmente merece sua consideração e o carinho que você tem por ela. 

Dê a chance da outra pessoa saber que você é um ser humano normal, que se ofende de vez em quando, você não está aqui para ser "perfeito"! E dê-se a chance de saber como é a outra pessoa. Temos que ser amados por aquilo que somos, não por aquilo que queremos transparecer que somos, bem como, temos que amar as pessoas como elas são - e falar claramente sobre aquilo que nos desapontou é uma excelente oportunidade para isso.

Lembre-se também que pode ser muito menos trabalhoso falar logo aquilo que te incomodou do que deixar virar uma "bola de neve", até um dia em que a mágoa guardada vire uma doença como uma gastrite, ou ainda, faça você "despejar" a mágoa de uma vez de tanto acumular por tanto tempo dentro de você... E acaba fazendo isso num momento "nada a ver", numa ocasião totalmente imprópria.

Mas claro, a regra é básica: O que "pesa" mais não vai ser O QUE você fala, mas sim, COMO você fala... Mostre ao ofensor o seu desapontamento da mesmíssima maneira como você gostaria que ele fizesse o mesmo: Com calma, respeito e consideração, sem agressão verbal, ironias ou "afins".

Nunca é tarde para você aprender a se posicionar, portanto, vá em frente. ;-)




quarta-feira, 11 de março de 2015

"Só sofrendo se aprende..."

O sofrimento traz aprendizado? Sem dúvida!

Mas percebo que há pessoas que acabaram levando a filosofia do "sofrer e aprender" tão a sério que simplesmente acabam num verdadeiro "culto ao sofrimento". Teoricamente ninguém gosta de sofrer, mas vejo gente que na prática cultiva isso!

Aos olhos de alguns, é "nobre" e "bonito" sofrer... Parece trazer uma "grandeza de alma", a pessoa se sente "nobre e realizada" por sofrer com resignação. Parece que quem não sofre e é feliz "não vai merecer o céu".

Lógico que sofrer é inevitável em algum momento. Muitas vezes será impossível evitá-lo ou impedi-lo. Claro que tiraremos preciosas lições dele. Mas... Precisa cultuar o sofrimento?

Há quem faça questão de sofrer e de se auto flagelar porque toma como referência alguns mártires que sofreram... Mas isso pode não passar de uma simples projeção. Na ânsia de se sentir melhor como pessoa, ou de alcançar a paz, prestígio moral ou bondade de um modelo, a pessoa até inconscientemente opta por viver parte do que ela viveu para se sentir mais "igual" a ela. E isso pode ser vivenciado através de um sofrimento com resignação. Pode parecer loucura, pode ser estranho... Mas isso acontece. E muito!

Infelizmente, várias religiões pregam isso também... Que o sofrimento engrandece. Ou ainda, pode até ser que os templos ensinem simplesmente que o sofrimento traz aprendizado sem exatamente "cultuá-lo", mas as pessoas não entendem e levam "ao pé da letra". 

Há também aqueles que racionalmente não querem sofrer, mas emocionalmente, sem ter consciência disso, não se sentem dignos de ter alegria de viver, se culpam, não se amam... E acabam tendo pensamentos e atitudes destrutivas, e sofrem muito mais do que o necessário. Não deixa de ser um culto ao sofrimento também.

Sofrendo TAMBÉM se aprende. Mas não é só assim! Lembrem-se também que estamos na chamada Nova Era. Já está mais do que na hora de aprendermos pela observação, pela fé, pelo amor... Não apenas pela dor!


quarta-feira, 4 de março de 2015

"Ele(a) é tão legal...Mesmo não atraído(a) acho que vou dar uma chance..."

Pode acontecer de um dia você estar sozinho(a), esperando (ou não) encontrar alguém... E de repente alguém realmente aparece. Mas alguém que apesar de parecer boa gente, não te atrai em nada. E aí começa um verdadeiro "emaranhado" de pensamentos nossos mesmos, e de conselhos que outras pessoas nos dão (Leia, recorde, aproveite para se divertir com alguns e principalmente reflita).

"Atração não é tão importante... A química vem com o tempo."
Sim, atração pode vir com o tempo. Mas, em primeiro lugar: 

Pessoas, somos de carne e osso! Atração é importante, sim, vamos admitir! Claro que o principal não deve ser isso, mas não deixemos de dar a devida importância. Pense que a atração não se trata apenas de química. Atração pode ser simplesmente um sinal divino, uma intuição nossa, de que aquela pessoa deve ter algo a passar para nós. E a natureza criou mecanismos químicos em nosso organismo para sabermos nos direcionar melhor. 

"Mas o mais importante é o 'espiritual'.". Pode até ser o mais importante, mas não anula a atração, ainda que tenha um peso menor... E ninguém aqui na Terra está tão elevado espiritualmente que não precise de "um toque de química" para se unir a alguém. E, sejamos francos: Quem já sentiu o gostinho de estar com alguém que nos atrai sabe o quanto é prazeroso!

Não sou contra tentar um relacionamento com alguém aparentemente legal que não nos atraia... A atração pode sim acontecer depois, por estarmos temporariamente bloqueados, ou porque tudo tem seu tempo de acontecer... Mas quantas vezes não nos atentamos à nossa intuição... E isso pode incluir ceder quando nos sentimos atraídos por alguém e recuar quando não!

"Ele(a) parece ser tão gente boa... Acho que vale a pena arriscar..."
Não se iluda tanto. Todo mundo consegue ser legal, isso é MUITO fácil, especialmente quando acabamos de conhecer um amigo ou um par em potencial. Ser gente boa todo mundo consegue. Agora, PARECER gente boa é uma coisa... Boa convivência é outra, e isso só acontece com o tempo, que nem sempre traz surpresas agradáveis.

E outra coisa: Quando alguém está apaixonado(a), é mais fácil ainda mostrar somente qualidades ou o lado bom. Leia mais sobre isso no texto "As armadilhas de uma grande paixão" em http://venhaereflita.blogspot.com/2014/08/as-perigosissimas-armadilhas-de-uma.html 

Quantas vezes nos decepcionamos com pessoas que "no começo eram tão diferentes"... E às vezes, num começo nem tão distante assim. Já vi um cara que detesta cinema convidar uma garota a ir só porque sabia que ela queria ver um determinado filme no cinema... E quando começaram a namorar (porque ele fazia de tudo para conquistá-la), pergunte a "briga" que era quando ela queria ir ao cinema! Assim como aqueles casais que se conhecem numa balada, ou dançando numa festa, onde um adora dançar e o outro não... E depois a parte que não gosta nunca mais quer ir. Pois é. Infelizmente o mundo está cheio de gente que se mascara só pra conquistar alguém, fazendo com que a outra pessoa se apaixone por uma pessoa que ele(a) não é... Sendo que o correto seria mostrar-se de verdade para que o outro se apaixone por quem aquela pessoa é e talvez será daquele jeito para sempre!

"Ele(a) parece gostar tanto de você... pode te fazer feliz!"
Cuidado... Cuidado... Cuidado... Mil vezes cuidado. O item acima complementa esse em cheio. Como já disse, uma pessoa apaixonada pode mostrar sua melhor face, ou uma qualidade que ela não tem, mas que inevitavelmente vai desaparecer com o tempo... 

E tem mais: Até que ponto a pessoa realmente gosta de você, ou já está te encarando como um desafio? Faz parte do ser humano querer conquistar. Quando bem sucedida, a pessoa que conquista se sente com "ego inflado", e enquanto isso não acontece, o desafio é muito emocionante e instigante. Pode se tornar "questão de honra", até. E infelizmente existem pessoas que gostam de sentir o sabor da conquista, e quando passa... Perde a graça, até encontrar um novo alvo a ser conquistado. Você gostaria de ser visto(a) como um desafio a ser vencido? Eu, pelo menos, não. Então pense se vale a pena dar uma chance para quem está te encarando dessa maneira... Recebemos sinais de quem está fazendo jogo de conquista conosco e de quem está tentando se aproximar com sinceridade.

E mesmo que a pessoa goste de você... Isso não é garantia que o relacionamento dará certo. Imaginar que a convivência será boa só porque a pessoa gosta de você será bem diferente de vivê-la. Porque uma pessoa apaixonada acaba escondendo o pior lado dela, até dela mesma, e quando o fogo da paixão se apaga dando lugar a um sentimento mais calmo, aliado à convivência e intimidade, as sombras aparecem e essa pessoa que parecia gostar tanto de você pode parecer nem dar tanta importância mais a isso. E pode vir a te decepcionar... Acredite, tem muita gente hipócrita no mundo. E não necessariamente por maldade ou falsidade, mas pelo simples fato de não se conhecerem, e por não se aceitarem inconscientemente assumem por um tempo qualidades e características que ela não tem! E decepcionam os outros... E a elas próprias.

"Tente... Amor de verdade só acontece com o tempo..."
Sem dúvida que amor de verdade só acontece com o tempo, com a convivência, etc... Mas não creio que essa seja uma justificativa para nos relacionarmos com quem não temos vontade.

Infelizmente, conheço gente que namora ou é casado(a) e está esperando até agora sentir o amor que esperava, e que teoricamente deveria vir com o tempo... Ninguém precisa descobrir que ama a pessoa de verdade em uma semana, ou em um mês, mas também, não precisa forçar a estar com alguém sem gostar nem um pouquinho pelo menos. E lembre-se: Gostar é fácil, facílimo, aliás. Agora, amar... É outra história.

Amor de verdade pode até vir com o tempo. Mas fica muito mais fácil se começarmos com alguém que ao menos nos atraia desde o início.

"Cuidado hein... Quem muito escolhe acaba sendo escolhido!"
Pois é. Mas quem nunca se permite escolher também vai acabar sendo escolhido(a). E, sinceramente... Pode demorar um tempo para encontrarmos alguém que realmente nos faça sentir que queremos estar com ele(a). Será que não vale a pena esperar encontrar alguém que realmente nos agrade, que faça "bater o sininho", que nos faça ter aquela certeza da qual tanto duvidamos que teremos um dia enquanto ainda não acontece? Garanto a vocês que esse papo de 'certeza a gente nunca tem' é meio furado. Certeza de que seremos felizes para sempre pode não dar pra ter, agora, certeza de que queremos estar com a pessoa... Ah, essa dá pra ter, sim!!! E quantas vezes mascaramos uma incerteza de certeza, que na verdade não existe, só porque "a pessoa é legal e não é possível que eu não consiga amá-la..." É sua intuição mais uma vez "gritando" para te dizer que seu coração não quer aquela pessoa. Ou que ela não é para você, mesmo que não haja nada de errado com ela.

Você pode nunca ter certeza de que vai dar certo. Mas pior do que isso é ficar com uma pessoa com dúvida se você realmente a quer ou não.

Conheci uma moça que sempre foi "a escolhida", "a que dava chances" mesmo não querendo... E quem se decepcionava? Ela. E quando o relacionamento acabava, quem sofria mais? Ela. Isso porque faziam de tudo para conquistá-la... E ela se dedicava justamente por gostarem dela no começo... 

Com tudo isso... Pense duas vezes antes de se deixar ser escolhido(a). Pode ser escolhido(a), sim, não há problema algum... Desde que você escolha também. 

"Talvez eu esteja sendo muito exigente e a vida me trouxe essa pessoa legal para eu aprender a não ser tão assim..."
Se você é exigente consigo mesmo(a), busca melhorar a cada dia, procura ser uma pessoa melhor em todas as áreas da sua vida... Você tem, sim, o direito de ser exigente na escolha de alguém que você pense em passar a sua vida toda.

Acha que a vida trouxe uma pessoa aparentemente legal por quem você não se sente atraído(a) para te testar? Ela tem diversas formas de fazer isso por você, não necessariamente assim, não use isso como justificativa para continuar com quem não faz você se sentir feliz. Se isso acontecer e você sentir um incômodo no coração ou um desconforto... Ela pode estar te testando sim, mas a fazer você criar força para admitir que não quer estar com aquela pessoa!

E outra coisa, pessoas... Quando resolvemos nos relacionar pra valer, para chegar num casamento, temos que escolher MESMO. Se escolhermos alguém do jeitinho que queremos já não vai ser fácil porque convivência é uma arte e aparecerão dificuldades. Imagine então se propor a conviver com quem não temos a certeza de que queremos esta pessoa! Um casamento pode representar os melhores anos de nossas vidas, e especialmente quando vamos nos propor a ficar com alguém para sempre... Então que seja com alguém que seja, sim, como sonhamos ter!

Talvez você nem esteja sendo tão exigente assim, apenas queira ser feliz.

"Se eu não der uma chance, nunca saberei se daria certo."

Certíssimo. Mas isso não significa que você deve dar chance para quem não gosta, ou não se sente atraído(a). É diferente de dar uma chance para quem você sente uma atração, uma vontade de estar junto, mas percebe incompatibilidades. Aí sim essa frase se justifica.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Pessoas... Claro que a maioria de nós passou ou passará por relacionamentos mal sucedidos. Isso pode incluir esses onde não nos sentimos atraídos, não gostamos da pessoa... E a experiência é sempre válida. Nem que seja apenas para nos certificarmos do que NÃO queremos mais nos próximos.

Mas, reflita: Quando alcançamos uma certa experiência e maturidade emocional, já não temos mais tempo a perder e não vamos mais querer "arriscar para ver se dá certo". Nesse momento, é melhor olhar para dentro de nós e pararmos de ficar "nos testando" com relacionamentos que não nos trazem a sensação de plenitude, apenas por carência...

Pense duas vezes, ou mais, antes de começar a se relacionar sem estar realmente motivado com aquela pessoa tão legal e que gosta de você. Aprenda a ouvir seu coração. Mesmo que te induza ao erro, você irá aprender. E não se sinta culpado por não ter dado chance, nem fique pensando "e se eu tivesse tentado?"...

Uma coisa é certa: Quem já sentiu o sabor de estar com alguém que realmente nos faz sentir plenos(as)... Sabe que isso é possível, sim, e o quanto é gratificante!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

"O problema sou eu, e não os outros!" - Será?

Há alguns dias uma amiga veio me contar que andava se sentindo meio desconfortável. E jurava que o problema não era ninguém, era ela mesma.

Aí eu disse a ela: "Pode ser... Mas às vezes a gente se desconforta por causa dos outros e é difícil admitir. Parece que o problema somos nós e na verdade é nossa insatisfação com os outros. E para não desagradar... Engolimos o desconforto como se fosse nós mesmos."

Isso acontece muito. Quantas vezes nos anulamos, nos desconfortamos, "engolimos sapos", escondemos nosso descontamento com comportamentos de pessoas com quem convivemos... E quantos de nós não sabemos nos colocar em primeiro lugar, e para ser aceito, evitar a rejeição, evitar problemas... Acabamos não sabendo nos impor. E com isso tornamo-nos permissivos. Ou ainda, colocamos a culpa em nós mesmos, como se nós fôssemos o problema.

Claro que às vezes o problema é nosso. Mas o objetivo desse texto não é analisar por esse ponto de vista, e sim, analisar quando NÃO é.

Quando paramos para pensar que o problema somos nós... O desconforto passa ao descobrirmos se somos e passamos a trabalhar pela nossa melhoria. Agora, quando a inquietude permanece, quando fica alguma pergunta no ar... Pode ser que simplesmente não estejamos conseguindo admitir, ou não temos coragem de enxergar, que uma pessoa querida, ou nem tanto, nos desconforta.

Às vezes achamos que somos exigentes demais. Que temos que aceitar as pessoas como são. Mas esse desconforto pode ser simplesmente uma manifestação do desejo de termos relações mais satisfatórias com familiares, amigos, colegas... E, assim, nem sempre nos colocamos em primeiro lugar. E muitos de nós não nos damos conta que fazemos isso e sequer os outros enxergam os sacrifícios e concessões que fazemos por eles. Abrir mão da própria personalidade para agradar os outros, todos sabemos, é um dos maiores erros que podemos cometer. Isso sinaliza baixa auto estima, falta de aceitação de si mesmo(a), ou culpas que carregamos e inconscientemente achamos que temos que ser punidos... E uma das formas de punição é a anulação de si mesmo.

E, nesse esforço sobre-humano em tentar "exercer a aceitação dos outros como são"... Podemos cair numa rotina de conviver sem estar feliz, sem estar satisfeito. Podemos ficar anos nos arrastando em relacionamentos tóxicos, vivendo a vida para agradar familiares... E nos habituamos a viver assim, deixando a vida passar sem gosto e sem prazer.

Lógico que enfrentaremos problemas de convivência. É inevitável ter discordâncias por mais afinidades que existam em qualquer tipo de relação. Agora, quando trata-se de discordância em VALORES, objetivos... Aí sim, é de se pensar. Não em quem está certo ou quem está errado, mas sim, como chegar num acordo para ter uma convivência pacífica, ou ainda, se tal convivência é possível.

Pare e pense: O que você quer? O que é importante para você? Dê as respostas sinceras para você mesmo(a). Nem precisa falar para ninguém. Analise e depois veja se realmente você tem que mudar, ou se simplesmente quer ser aceito(a) tanto quanto você procura aceitar os outros! Talvez nem você nem os outros precisem mudar. Simplesmente se adaptarem para manter uma boa convivência. 

Queira viver em paz com os demais... Mas acima de tudo, busque a paz dentro de si mesmo. E o preço disso pode ser manifestar nossa insatisfação ou diferenças com os demais!